Doutorado em Odontologia
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- ItemComparação da condição clínica labial de ambulantes do litoral de São Paulo e agricultores da Paraíba: estudo epidemiológico(UNISA, 2025)Localizado na região tropical, o Brasil e seu vasto território, maior país do hemisfério sul, apresenta climas que atravessam do intenso calor de sua grande faixa litorânea, até o deserto semiárido do Nordeste. A radiação ultravioleta afeta principalmente pessoas de pele clara, sendo responsável pela maior parte dos cânceres de lábio inferior. Alguns trabalhadores como os ambulantes e agricultores, que se expõe ao sol com grande frequência, são considerados populações de risco para desenvolvimento de displasias epiteliais. A detecção de sinais clínicos como ressecamento, atrofia, descamação, eritema, ulceração e limites do vermelhão labial alterado podem levar ao diagnóstico de lesões potencialmente malignas da mucosa oral e evitar a evolução desta. O objetivo do presente estudo foi comparar a condição clínica labial nas populações de trabalhadores ambulantes das praias do município de São Vicente -SP e de agricultores no interior da Paraíba, na cidade de Patos. Cada participante da pesquisa, ao ser abordado, recebeu um folder explicativo sobre prevenção e onde buscar atendimento, se necessário; os critérios de inclusão, previam: assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), serem trabalhadores ambulantes e agricultores maiores de 18 anos, de ambos os sexos. As variáveis independentes analisadas foram: idade, sexo, etnia, se era fumante (tabagista), se fazia uso de bebida alcoólica (etilismo), frequência de exposição solar semanal e diária, medidas de fotoproteção em nível ocupacional. Foram realizadas 201 avaliações em agricultores e 98 em ambulantes; somando o total de 299 participantes. No grupo de agricultores, a idade média foi de 52,7 anos, já nos ambulantes a idade média foi de 45,3 anos; a maioria dos entrevistados foi do sexo masculino (58,2% agricultores e 68,4% ambulantes), brancos, 65,7% dos agricultores, por sua vez, no grupo de ambulantes, prevaleceu a raça negra com 57,1%, a exposição solar foi observada em 92% da população de agricultores e 100% dos ambulantes. No grupo dos agricultores foram identificados 105 portadores de alguma anomalia labial, por sua vez, 35 ambulantes, tiveram o mesmo diagnóstico. Os fatores associados às alterações labiais visualizadas foram: exposição solar, os dias de trabalho, horas de trabalho e falta de proteção contra radiação ultravioleta (corporal e labial). Diante dos dados apresentados, ressalta-se a necessidade de ações voltadas ao atendimento das populações expostas de maneira rotineira a radiação excessiva, como os agricultores e ambulantes; desenvolvendo ações de cunho educativo e acesso aos serviços de saúde.
- ItemEfeito osteogênico de membranas com hidroxiapatita dopada com diferentes concentrações de íons magnésio e estrôncio(UNISA, 2025)A associação de compostos inorgânicos a polímeros sintéticos na síntese de matrizes de suporte celular é uma alternativa bastante vantajosa para se aliar as propriedades dos dois tipos de materiais. Os objetivos deste estudo foram: (1) sintetizar hidroxiapatita (HA) convencional e HA modificada com magnésio (Mg²*) e estrôncio (Sr²*) em duas proporções diferentes; (2) sintetizar membranas eletrofiadas de poli-L-lactideo (PLLA) puro ou enriquecido com essas três HA sintetizadas; (3) avaliar a proliferação, osteocondutividade, e osteodiferenciação de células-tronco do ligamento periodontal humano (hPDLSCs) cultivadas nessas estruturas; (4) avaliar a matriz extracelular (MEC) formada por cultura de hPDLSC sobre estas malhas. Para isso, HA foi sintetizada convencionalmente ou substituindo 15 mol% cálcio por Mg2+ ou estroncio Sr2+, 7,5 mol% cada (PLLA HA M1) ou 10 mol% Mg2+ e 5 mol% Sr² (PLLA_HA_M2). Os cristais foram caracterizados por difração de raios-X (DRX) e espectroscopia de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES). Membranas de PLLA foram eletrofiadas com 10% de HA convencionais ou modificadas e caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV). HPDLSCs foram isolados e cultivados para análise da proliferação celular em 1 e 7 dias em meio clonogênico, e da osteodiferenciação celular, pelo ensaio de fosfatase alcalina aos 7 dias, e ensaio de vermelho de alizarina aos 21 dias de cultivo, ambos em meio clonogênico e osteogênico. A quantificação de colágeno e glicosaminoglicanos (GAG) da MEC foi realizada por ensaios colorimétricos em 7 e 21 dias em meio clonogênico. Dados foram analisados por meio de ANOVA de fator único e teste de Tukey (a=0,05). A análise de DRX confirmou a síntese de hidroxiapatita. ICP-OES indicou que a adição de 7,5 mol% de cada ion durante a síntese resultou na incorporação de 5% em peso de Mg2+ e 15% em peso de Sr², enquanto a adição de 10 mol% de Mg2+ e 5 mol% de Sr² resultou em 5% em peso de Mg2+ e 10% em peso de Sr²*. A MEV mostrou membranas tridimensionais porosa em todos os materiais. A proliferação celular foi semelhante entre todos materiais no dia 1, e maior no material com PLLA HA M2 no dia 7. Em meio osteogênico, a atividade da fosfatase alcalina e vermelho de alizarina não diferiram entre os grupos. Em meio clonogênico, PLLA_HA_M2 apresentou maior mineralização da matriz extracelular e maior atividade de fosfatase. A produção de colágeno foi menor nos grupos dopados após 7 dias de cultura. PLLA_HA_M2 produziu maior quantidade de sulfato de condroitina A e C, enquanto PLLA produziu maior quantidade de dermantan sulfato. Conclui-se que a síntese de HA e a eletrofiação das membranas foi adequada. A incorporação de níveis mais baixos de Sr²* na HA promoveu membranas com maior capacidade de osteodiferenciação e proliferação celular que os materiais com HA convencional. Os materiais dopados promoveram alteraçãoes sintese de MEC, promovendo maior diferenciação osteogênica de hPDLSC.
- ItemAvaliação da condição clínica labial de agricultores do nordeste brasileiro: estudo transversal(UNISA, 2024)Em regiões tropicais, com excessiva exposição à radiação UV, têm sua população sob maior risco de desenvolver atipias. A radiação solar afeta principalmente pessoas de pele clara, sendo responsável pela maior parte dos cânceres de lábio inferior. Alguns trabalhadores como os agricultores e outros, que se expõe ao sol são considerados população de risco para desenvolvimento de displasias epiteliais. A detecção de sinais clínicos como ressecamento, atrofia, descamação, eritema, ulceração e limites do vermelhão labial alterado podem levar ao diagnóstico de lesões pré-malignas e evitar a evolução desta. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de lesões labiais e periorais em trabalhadores rurais que estão sob exposição solar na cidade de Patos-PB. Primeiramente informações sobre os cuidados, sintomas e formas de prevenção foram explicadas para cada trabalhador abordado. Os indivíduos que assentiram seu interesse em participar do estudo tiveram acesso ao TCLE e foram clinicamente avaliados. A amostra do estudo constituiu-se de indivíduos trabalhadores rurais maiores de 18 anos, de ambos os sexos expostos ao sol direta e indiretamente. As variáveis independentes analisadas foram: idade, sexo, etnia, se era fumante (tabagista), se fazia uso de bebida alcoólica (etilismo), frequência de exposição solar semanal e diária, medidas de fotoproteção em nível ocupacional, e última consulta ao dentista. Foram realizadas 202 avaliações. Inicialmente avaliou-se a média de idade e de tempo de trabalho. A idade média foi de 52,7 anos, a maioria dos entrevistados foi do sexo masculino (58,2%), brancos (65,7%), não fumantes (90,5%), não elitistas (94%), se expõem ao sol (92%), trabalham há mais de 121 meses (85,1%), e tem o exercício de cultivador ou criador rural como único emprego (80,6%). O tempo da última consulta odontológica em até um ano (62,2%), assim como a maioria não usa protetor solar (89,6%), não usa protetor corporal (77,6%), mas usa chapéu ou boné (66,2%). A alteração mais prevalente foram lábios ressecados (n=75; 37,3%). Os fatores associados às alterações bucais visualizadas foram: exposição solar, os dias de trabalho, horas de trabalho, falta de proteção contra radiação ultravioleta (corporal e labial). Diante dos dados apresentados, ressalta-se a necessidade de ações voltadas ao atendimento da população agricultora desta região, desenvolvendo ações de cunho educativo.
- ItemO uso da sinuscopia transcrestal como auxiliar na técnica de osseodensificação para levantamento do seio maxilar(UNISA, 2025)A região posterior de maxila, geralmente é caracterizada por volume ósseo limitado devido a reabsorção vertical do osso alveolar e pneumatização do seio maxilar, e em casos de elevação indireta utilizando abordagem crestal há risco de perfuração da membrana que reveste a parede do seio maxilar, a membrana sinusal. Diante dessa problemática, novas abordagens ditas minimamente invasivas para visualização durante este e o uso da osteotomia com brocas universalmente compatíveis, podem ser uma alternativa no auxílio durante densificação óssea e na elevação indireta do seio maxilar. Assim, este estudo tem por objetivo avaliar os benefícios do uso de sinuscópio para manutenção da integridade da membrana buco-sinusal durante preparação óssea por densificação utilizando brocas Versah® para levantamento do seio maxilar e posterior implante imediato. Trata-se de um estudo clínico randomizado e realizado com pacientes, que exibiram crista óssea maxilar posterior atrófica edêntula, altura residual da crista alveolar de até 5 mm, e com boa higiene bucal. Em todos os participantes do estudo foi realizado o procedimento de aumento do seio crestal utilizando o método de instrumentação de densificação óssea e colocação de implantes. Dos 18 procedimentos em 13 pacientes, realizados de implante na maxila de pacientes com altura óssea reduzida através da osseodensificação usando brocas Versah® com enxertia óssea pela técnica de acesso crestal, 17 obtiveram sucesso e resultaram na melhoria da altura óssea residual. Desta forma a osseodensificação usando brocas Versah® foi eficaz na elevação do seio crestal sem perfuração da membrana sinusal. A utilização de sinuscópio mostra-se como uma ferramenta efetiva para o sucesso de reabilitações por implantes na maxila, auxiliando o profissional a evitar a ruptura da membrana sinusal.
- ItemEstudo clínico randomizado comparativo do uso de diferentes técnicas em cirurgia de reabertura de implantes dentários(UNISA, 2025)A cirurgia de reabertura de implantes dentários (ID) é tradicionalmente realizada com o auxílio do bisturi, o qual provoca sangramento e desconforto em pós-operatório. Mais recentemente, técnicas alternativas como o uso do laser de alta potência (LAP) e broca cirúrgica (BC) têm sido apontadas como promissoras na qualidade e conforto de incisões em tecido moles, porém ainda com escassa evidência científica. Este trabalho teve como objetivo comparar a técnica cirúrgica convencional com bisturi circular, BC e o LAP, em reabertura de ID. Foram avaliados 39 implantes osseointegrados unitários, submersos por tecido gengival, divididos em três grupos de acordo com a técnica de reabertura: C, controle, uso de bisturi (n=13); L, uso do LAP de diodo emitindo l880 nm, 1.5 W (n=14); B, uso de BC (n=12). As amostras de tecido gengival foram fixadas e analisados por microscopia de luz, assim como todos os pacientes foram avaliados clinicamente quanto a dor, sangramento e temperatura local, sendo avaliados clinicamente em 4 tempos experimentais: T1, pós-operatório imediato; T2, 24 horas; T3, 48 horas; e T4, 7 dias de pós-operatório. Como resultado, as análises histológicas revelaram dano térmico epitelial apenas para o grupo L. Com relação as análises clínicas, para a queixa de dor, o estudo mostrou diferença estatística entre os tempos T1 e T2 (p<0,002) mas não entre grupos. Com relação ao sangramento, somente o grupo L apresentou completa hemostasia, sendo estatisticamente diferente dos demais grupos em T1 (p<0.001), no entanto também foi o grupo que apresentou maiores valores de temperatura local (p=0,005). De acordo com os dados obtidos, pode-se afirmar que, apesar de todas as técnicas terem se mostrado seguras e eficazes, somente o LAP promoveu hemostasia. No entanto, o uso do LAP deve ser usado com cautela e prévio treinamento, já que promove expressivo aumento de temperatura local e danos térmicos teciduais.
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