Doutorado em Odontologia

URI Permanente para esta coleção

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 5 de 24
  • Item
    Efeito osteogênico de membranas com hidroxiapatita dopada com diferentes concentrações de íons magnésio e estrôncio
    (UNISA, 2025) Galloro, Myllene Bossolani
    A associação de compostos inorgânicos a polímeros sintéticos na síntese de matrizes de suporte celular é uma alternativa bastante vantajosa para se aliar as propriedades dos dois tipos de materiais. Os objetivos deste estudo foram: (1) sintetizar hidroxiapatita (HA) convencional e HA modificada com magnésio (Mg²*) e estrôncio (Sr²*) em duas proporções diferentes; (2) sintetizar membranas eletrofiadas de poli-L-lactideo (PLLA) puro ou enriquecido com essas três HA sintetizadas; (3) avaliar a proliferação, osteocondutividade, e osteodiferenciação de células-tronco do ligamento periodontal humano (hPDLSCs) cultivadas nessas estruturas; (4) avaliar a matriz extracelular (MEC) formada por cultura de hPDLSC sobre estas malhas. Para isso, HA foi sintetizada convencionalmente ou substituindo 15 mol% cálcio por Mg2+ ou estroncio Sr2+, 7,5 mol% cada (PLLA HA M1) ou 10 mol% Mg2+ e 5 mol% Sr² (PLLA_HA_M2). Os cristais foram caracterizados por difração de raios-X (DRX) e espectroscopia de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES). Membranas de PLLA foram eletrofiadas com 10% de HA convencionais ou modificadas e caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV). HPDLSCs foram isolados e cultivados para análise da proliferação celular em 1 e 7 dias em meio clonogênico, e da osteodiferenciação celular, pelo ensaio de fosfatase alcalina aos 7 dias, e ensaio de vermelho de alizarina aos 21 dias de cultivo, ambos em meio clonogênico e osteogênico. A quantificação de colágeno e glicosaminoglicanos (GAG) da MEC foi realizada por ensaios colorimétricos em 7 e 21 dias em meio clonogênico. Dados foram analisados por meio de ANOVA de fator único e teste de Tukey (a=0,05). A análise de DRX confirmou a síntese de hidroxiapatita. ICP-OES indicou que a adição de 7,5 mol% de cada ion durante a síntese resultou na incorporação de 5% em peso de Mg2+ e 15% em peso de Sr², enquanto a adição de 10 mol% de Mg2+ e 5 mol% de Sr² resultou em 5% em peso de Mg2+ e 10% em peso de Sr²*. A MEV mostrou membranas tridimensionais porosa em todos os materiais. A proliferação celular foi semelhante entre todos materiais no dia 1, e maior no material com PLLA HA M2 no dia 7. Em meio osteogênico, a atividade da fosfatase alcalina e vermelho de alizarina não diferiram entre os grupos. Em meio clonogênico, PLLA_HA_M2 apresentou maior mineralização da matriz extracelular e maior atividade de fosfatase. A produção de colágeno foi menor nos grupos dopados após 7 dias de cultura. PLLA_HA_M2 produziu maior quantidade de sulfato de condroitina A e C, enquanto PLLA produziu maior quantidade de dermantan sulfato. Conclui-se que a síntese de HA e a eletrofiação das membranas foi adequada. A incorporação de níveis mais baixos de Sr²* na HA promoveu membranas com maior capacidade de osteodiferenciação e proliferação celular que os materiais com HA convencional. Os materiais dopados promoveram alteraçãoes sintese de MEC, promovendo maior diferenciação osteogênica de hPDLSC.
  • Item
    Avaliação da condição clínica labial de agricultores do nordeste brasileiro: estudo transversal
    (UNISA, 2024) Araújo, Marcello Torres Medeiros de
    Em regiões tropicais, com excessiva exposição à radiação UV, têm sua população sob maior risco de desenvolver atipias. A radiação solar afeta principalmente pessoas de pele clara, sendo responsável pela maior parte dos cânceres de lábio inferior. Alguns trabalhadores como os agricultores e outros, que se expõe ao sol são considerados população de risco para desenvolvimento de displasias epiteliais. A detecção de sinais clínicos como ressecamento, atrofia, descamação, eritema, ulceração e limites do vermelhão labial alterado podem levar ao diagnóstico de lesões pré-malignas e evitar a evolução desta. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de lesões labiais e periorais em trabalhadores rurais que estão sob exposição solar na cidade de Patos-PB. Primeiramente informações sobre os cuidados, sintomas e formas de prevenção foram explicadas para cada trabalhador abordado. Os indivíduos que assentiram seu interesse em participar do estudo tiveram acesso ao TCLE e foram clinicamente avaliados. A amostra do estudo constituiu-se de indivíduos trabalhadores rurais maiores de 18 anos, de ambos os sexos expostos ao sol direta e indiretamente. As variáveis independentes analisadas foram: idade, sexo, etnia, se era fumante (tabagista), se fazia uso de bebida alcoólica (etilismo), frequência de exposição solar semanal e diária, medidas de fotoproteção em nível ocupacional, e última consulta ao dentista. Foram realizadas 202 avaliações. Inicialmente avaliou-se a média de idade e de tempo de trabalho. A idade média foi de 52,7 anos, a maioria dos entrevistados foi do sexo masculino (58,2%), brancos (65,7%), não fumantes (90,5%), não elitistas (94%), se expõem ao sol (92%), trabalham há mais de 121 meses (85,1%), e tem o exercício de cultivador ou criador rural como único emprego (80,6%). O tempo da última consulta odontológica em até um ano (62,2%), assim como a maioria não usa protetor solar (89,6%), não usa protetor corporal (77,6%), mas usa chapéu ou boné (66,2%). A alteração mais prevalente foram lábios ressecados (n=75; 37,3%). Os fatores associados às alterações bucais visualizadas foram: exposição solar, os dias de trabalho, horas de trabalho, falta de proteção contra radiação ultravioleta (corporal e labial). Diante dos dados apresentados, ressalta-se a necessidade de ações voltadas ao atendimento da população agricultora desta região, desenvolvendo ações de cunho educativo.
  • Item
    O uso da sinuscopia transcrestal como auxiliar na técnica de osseodensificação para levantamento do seio maxilar
    (UNISA, 2025) Resende, Jodkandlys Candeia
    A região posterior de maxila, geralmente é caracterizada por volume ósseo limitado devido a reabsorção vertical do osso alveolar e pneumatização do seio maxilar, e em casos de elevação indireta utilizando abordagem crestal há risco de perfuração da membrana que reveste a parede do seio maxilar, a membrana sinusal. Diante dessa problemática, novas abordagens ditas minimamente invasivas para visualização durante este e o uso da osteotomia com brocas universalmente compatíveis, podem ser uma alternativa no auxílio durante densificação óssea e na elevação indireta do seio maxilar. Assim, este estudo tem por objetivo avaliar os benefícios do uso de sinuscópio para manutenção da integridade da membrana buco-sinusal durante preparação óssea por densificação utilizando brocas Versah® para levantamento do seio maxilar e posterior implante imediato. Trata-se de um estudo clínico randomizado e realizado com pacientes, que exibiram crista óssea maxilar posterior atrófica edêntula, altura residual da crista alveolar de até 5 mm, e com boa higiene bucal. Em todos os participantes do estudo foi realizado o procedimento de aumento do seio crestal utilizando o método de instrumentação de densificação óssea e colocação de implantes. Dos 18 procedimentos em 13 pacientes, realizados de implante na maxila de pacientes com altura óssea reduzida através da osseodensificação usando brocas Versah® com enxertia óssea pela técnica de acesso crestal, 17 obtiveram sucesso e resultaram na melhoria da altura óssea residual. Desta forma a osseodensificação usando brocas Versah® foi eficaz na elevação do seio crestal sem perfuração da membrana sinusal. A utilização de sinuscópio mostra-se como uma ferramenta efetiva para o sucesso de reabilitações por implantes na maxila, auxiliando o profissional a evitar a ruptura da membrana sinusal.
  • Item
    Estudo clínico randomizado comparativo do uso de diferentes técnicas em cirurgia de reabertura de implantes dentários
    (UNISA, 2025) Mena, Marco Aurélio
    A cirurgia de reabertura de implantes dentários (ID) é tradicionalmente realizada com o auxílio do bisturi, o qual provoca sangramento e desconforto em pós-operatório. Mais recentemente, técnicas alternativas como o uso do laser de alta potência (LAP) e broca cirúrgica (BC) têm sido apontadas como promissoras na qualidade e conforto de incisões em tecido moles, porém ainda com escassa evidência científica. Este trabalho teve como objetivo comparar a técnica cirúrgica convencional com bisturi circular, BC e o LAP, em reabertura de ID. Foram avaliados 39 implantes osseointegrados unitários, submersos por tecido gengival, divididos em três grupos de acordo com a técnica de reabertura: C, controle, uso de bisturi (n=13); L, uso do LAP de diodo emitindo l880 nm, 1.5 W (n=14); B, uso de BC (n=12). As amostras de tecido gengival foram fixadas e analisados por microscopia de luz, assim como todos os pacientes foram avaliados clinicamente quanto a dor, sangramento e temperatura local, sendo avaliados clinicamente em 4 tempos experimentais: T1, pós-operatório imediato; T2, 24 horas; T3, 48 horas; e T4, 7 dias de pós-operatório. Como resultado, as análises histológicas revelaram dano térmico epitelial apenas para o grupo L. Com relação as análises clínicas, para a queixa de dor, o estudo mostrou diferença estatística entre os tempos T1 e T2 (p<0,002) mas não entre grupos. Com relação ao sangramento, somente o grupo L apresentou completa hemostasia, sendo estatisticamente diferente dos demais grupos em T1 (p<0.001), no entanto também foi o grupo que apresentou maiores valores de temperatura local (p=0,005). De acordo com os dados obtidos, pode-se afirmar que, apesar de todas as técnicas terem se mostrado seguras e eficazes, somente o LAP promoveu hemostasia. No entanto, o uso do LAP deve ser usado com cautela e prévio treinamento, já que promove expressivo aumento de temperatura local e danos térmicos teciduais.
  • Item
    Propriedades físico-químicas de resinas compostas incorporadas com fosfato dicálcico dihidratado carregadas ou não com clorexidina
    (UNISA, 2025) Sanches, Luciana Katty Figueiredo
    O desenvolvimento de materiais restauradores com atividade remineralizante e antimicrobiana tem sido uma aspiração na odontologia restauradora como uma possível solução para reduzir as trocas das restaurações e preservar a estrutura dental. O objetivo desse estudo foi avaliar o módulo de elasticidade (E), resistência à flexão (RF) e grau de conversão (GC) de resinas compostas experimentais contendo diferentes percentuais de partículas bioativas de fosfato dicálcico dihidratado (DCPD) carregadas ou não com agente antimicrobiano clorexidina (CHX). Foram confeccionados um total de 8 resinas compostas experimentais com matrizes resinosas à base de Bis-GMA e TEGDMA em proporções de 1:1 em mols, sistema de fotoiniciação canforquinona (0,5% em massa) e amina (0,5% em massa) e incorporação de 5, 10, 15 ou 20% em massa de partículas de DCPD com ou sem CHX a 1%. O E e RF foram obtidos através do ensaio de flexão em três pontos (n=12). Para determinar o GC foi utilizado NIR-FTIR, calculando a área sob o pico 6165cm-1 (n=12). Os dados foram analisados utilizando ANOVA 2 fatores (tipo e percentual de partícula) e teste de Tukey, considerando nível global de significância de 5%. Os dados de E variaram entre 5,4 e 8,3 GPa. Os dados de E foram estatisticamente semelhantes entre os diferentes percentuais de partículas, com exceção do percentual de 5% de DCPD/CHX que foi estatisticamente maior que as demais, e da partícula DCPD/CHX 15% que teve valores menores de E. Os dados de RF variaram entre 40,6 e 62,3 MPa. Os dados de RF foram estatisticamente semelhantes tanto entre os diferentes percentuais quanto entre os diferentes tipos de partículas. O GC variou de 59 a 61% nos grupos apenas com partículas de DCPD e de 36 a 61% no grupo DCPD/CHX. O GC foi estatisticamente semelhante para todos os grupos, a exceção foi o grupo com 20% de DCPD/CHX que apresentou menor GC (36%). Pode-se concluir que a incorporação de CHX nas partículas de DCPD não afetou a RF das resinas experimentais independente do percentual de partículas utilizada, nem o GC para maioria dos grupos, com exceção de queda do GC para 20% de DCPD/CHX. A incorporação de CHX nas partículas de DCPD apenas diminuiu o E quando usada com um percentual de 15%.