Doutorado em Saúde Única
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- ItemAvaliação eletrocardiográfica e ecocardiográfica em calitriquídeos e alouattas sob cuidados humanos expostos ao SARS-CoV 2(UNISA, 2023) Balbueno, Melina Castilho de SouzaPrimatas não humanos (PNH) são frequentemente utilizados como modelo experimental para doenças, entretanto, ainda há escassez dos parâmetros fisiológicos em diversas espécies. Doenças cardiovasculares são comumente diagnosticadas em humanos e animais, inclusive, a ocorrência de inflamação do miocárdio, nomeada miocardite, a qual pode ser secundária a infecção por patógenos ou toxinas. Sendo assim, quando há infecção, o risco do animal apresentar doença cardiovascular se torna ainda maior. O presente estudo tem como objetivo diagnosticar miocardiopatias ou cardiopatias, por exame ecodopplercardiográfico e eletrocardiográfico em PNH, obter parâmetros em Callithrix spp e Alouatta spp. Além de, relacionar achados ecocardiográficos sugestivos de miocardite com a ocorrência de infecção por SARS-CoV-2 em PNH sob cuidados humanos. Foram incluídos 186 primatas não humanos de instituições do estado de São Paulo, sendo elas, Zoológico Estoril no município de São Bernardo do Campo e Projeto Mucky, no município de Itu. A amostra foi realizada por conveniência, sendo 18 bugios, 14 Alouatta guariba e 4 Alouatta caraya, com peso médio de 4,95 kg ± 1,53 kg e idade média de 13,4 ± 4 anos. E 168 saguis, sendo 30 Callithrix penicillata, 20 C. aurita, 67 C. jacchus e 51 híbridos, com peso médio de 328 ± 71 gramas e 5,3 ± 3,2 anos de idade, de ambos os sexos. Os procedimentos foram autorizados pelo CEUA da UNISA n. 57/2021 e pelo SISBIO n. 78874-1. Em Alouatta spp foi utilizado pré-anestésico, devido à dificuldade de captura e estresse, sendo assim, foram sedados com Cetamina (5 a 10 mg/kg) associado a Diazepan (0,5 mg/kg) intramuscular para contenção do animal e a sedação foi realizada com Isoflurano, com indução na máscara e manutenção com taxa de 1 a 3% com oxigênio 100%, nos saguis foi realizado apenas o isofluorano. Foi realizado jejum hídrico e alimentar prévio de 4 horas e o tempo máximo do exame foi 20 minutos. O exame ecodopplercardiográfico foi realizado com aparelho MyLab Gamma (Esaote, Itália) e transdutor setorial 3-11 MHz e 1-4 MHz, com os animais em decúbito dorsal. Os parâmetros ecocardiográficos foram avaliados em janela paraesternal esquerda e direita, em modo bidimensional e unidimensional, com auxílio de gel condutor. Em Alouatta spp também foi realizado o exame eletrocardiográfico com eletrocardiógrafo veterinário Incardio (Inpulse Animal Health, Brasil). Os animais permaneceram em decúbito lateral direito e os eletrodos posicionados em membros superiores e inferiores, com auxílio em álcool 70%, durante 2 minutos. Após, foi coletado material através do swab orotraqueal para RT-PCR de SARS-CoV-2. O presente trabalho estabeleceu os parâmetros eletrocardiográficos de Alouatta spp e parâmetros ecocardiográficos fisiológicos em Alouatta spp e Callithrix spp, além de diagnosticar as principais alterações encontradas nos exames, sendo as mais comuns: insuficiência de valva mitral de grau discreto e insuficiência valvar tricúspide. Não houve a ocorrência de miocardite associada a SARS-CoV-2 no presente estudo, mesmo diante do contato com humanos durante a pandemia, nenhum dos pacientes avaliados apresentou resultado positivo para SARS-CoV-2.
- ItemDiagnóstico sorológico, molecular e mapeamento da distribuição da Leishmaniose canina no município de São Paulo – SP(UNISA, 2024) Azevedo, Roberta Carvalho de Freitas eO presente estudo visou estabelecer a prevalência sorológica e molecular da leishmaniose canina nas cidades de São Paulo e Osasco, bem como o modo como a doença se distribui na cidade. Um total de 1361 amostras de sangue total canino, conservados em tubo EDTA, advindos dos hospitais veterinários públicos, localizados na Zona Norte, Zona Leste, Zona Sul E Osasco foram analisadas por meio de ensaios imunocromatográficos com o teste rápido DPP (biomanguinhos/fiocruz) e testes moleculares com a CatLeish-PCR. Os resultados obtidos foram de 10,1% de positividade no DPP e 9,91% de positividade para Leishmania Infantum na CatLeish-PCR. Quando avaliada a concordância estre os dois testes, obteve-se um índice Kappa de 0,99. Sobre a distribuição dos casos, a UVIS que mais se destacou foi Butantã, com 35,7% de positividade. Houve uma concentração maior de casos em que se concentra a maior malha viária, bem como ‘nas áreas de resquício de mata atlântica. Nossos dados comprovam que a leishmaniose canina já é uma realidade dentro da cidade de São Paulo e que são necessárias medidas para evitar a sua disseminação. Torna-se de extrema importância a alteração da classificação epidemiológica da cidade, bem como o estabelecimento de medidas de contenção da doença.
- ItemErliquiose e Babesiose em São Paulo: impacto de condutas clínicas na seleção de patógenos(UNISA, 2025) Costa, Camila de Abreu Aires RibeiroDoenças hemoparasitárias são proeminentes em animais domésticos, particularmente no Brasil, um país tropical com uma ampla gama de vetores. Este estudo investigou a epidemiologia de Babesia vogeli e Ehrichia canis em amostras de sangue total de cães nas regiões sul, norte e leste de São Paulo e Osasco (região da Grande São Paulo), Brasil. Amostras de sangue total de 1219 cães foram testadas para a presença de DNA de B. vogeli por qPCR usando o gene da proteína de choque térmico de 70 kDa de B. vogeli (hsp 70), e 1041 cães foram testados para a presença de E. canis usando sorologia com o método ELISA para anticorpos anti Ehrlichia canis. Alinhado a isso foi realizado um questionário avaliando a conduta de médicos veterinários da respectiva região de estudo em relação a exames solicitados e tratamentos realizados para as doenças em questão. Das 1219 amostras de sangue de cães, 16,16% foram positivas para B. vogeli e das 1041 amostras de sangue de cães rastreadas para a presença de E. canis, 17,87% foram positivas. As variáveis avaliadas do questionário foram determinadas como não associadas à ocorrência de B. vogeli e E. canis na cidade de São Paulo e Osasco, Brasil.
- ItemEstudo da ocorrência de agentes zoonóticos na comunidade do assentamento boa vista no município de Santa Rita, Paraíba(UNISA, 2025) Manhães, Ingridi Braz de OliveiraGrande variedade de agentes etiológicos são causadores de zoonoses, dentre eles, protozoários e bactérias, os quais, em pelo menos uma das fases do ciclo evolutivo, parasitam o homem, podendo provocar diversas alterações patológicas. São várias as protozooses de importância no Brasil, como: Toxoplasmose e Tripanossomíase, além de outras doenças como malária, leptospirose e febre maculosa que relataremos no presente estudo. O comportamento das comunidades tem sido pouco considerado no estudo das doenças zoonóticas e podem apresentar estreita relação com fatores sociodemográficos e ambientais. O estudo foi realizado, inicialmente, com crianças atendidas pela ONG “Casa dos Sonhos” situada no Assentamento Boa Vista, ampliado aos familiares, demais munícipes e à comunidade do município Santa Rita/Paraíba. Foram utilizadas 133 amostras sanguíneas (soro) para pesquisa de anticorpos de todos os patógenos. Por meio do teste imunoenzimático para anticorpos anti-Toxoplasma gondii analisadas, 64,66% (86/133) tiveram resultado positivo e 0,75% (1/133) indeterminado. Na pesquisa de anticorpos anti-Trypanosoma cruzi, 9,77% (13/133) foram positivas e 3% (4/133) eram indeterminadas. As amostras foram negativas para Plasmodium falciparum, P. vivax, P. ovale e P. malariae no teste imunocromatográfico, bem como para Leptospira spp. pela soroaglutinação microscópica (SAM). Com relação à Rickettsia, 25% das amostras sororreativas apresentaram títulos compatíveis para antígenos homólogos de R. parkeri. Este estudo verificou uma alta incidência de toxoplasmose (64,66%), febre maculosa (18%) e doença de Chagas (9,77%) na população estudada, no ano de 2019. Uma alta ocorrência de soropositividade em indivíduos do sexo feminino para toxoplasmose, doença de chagas e febre maculosa. Com o resultado do presente estudo, permitirá um planejamento com metas direcionadas ao controle dessas zoonoses na comunidade.
- ItemMapeamento de potenciais agentes zoonóticos em doenças dermatológicas de animais de companhia em abrigos na região metropolitana de São Paulo, SP(UNISA, 2025) Silva Junior, Edilson Isidio daEste estudo teve como objetivo mapear a ocorrência de doenças dermatológicas de caráter zoonótico em cães e gatos em abrigos na região metropolitana de São Paulo, analisando a presença de agentes etiológicos, características clínicas, condições estruturais dos abrigos e o conhecimento das equipes envolvidas. Foram avaliados 144 animais provenientes de três abrigos distintos, por meio de exames laboratoriais e clínicos para a identificação de escabiose, otocaríase, dermatofitose e esporotricose. A otocaríase foi a afecção mais relevante, com uma frequência de 24,3%, seguida por dermatofitose (4,8%) e esporotricose (0,7%). Nenhum caso de escabiose foi registrado. Os achados clínicos mais frequentes incluíram secreção otológica (50%), alopecia (9%), descamação e crostas (4,8%), além de úlcera em um caso isolado. Com relação às equipes, foi identificado um déficit significativo no conhecimento sobre zoonoses dermatológicas, com apenas 40% dos entrevistados reconhecendo o termo “zoonose” e com 60% relatando histórico de dermatofitose. Os resultados evidenciam a necessidade de investimentos em educação continuada e capacitação das equipes, além de melhorias na infraestrutura e gestão dos abrigos. Este estudo reforça a importância da abordagem integrada da saúde única, promovendo o bem-estar animal e humano em contextos urbanos e contribuindo para estratégias de prevenção e controle de zoonoses.
- ItemPesquisa de enterobactérias resistentes a antimicrobianos em felinos domésticos atendidos no Hovet – UNISA(UNISA, 2025) Guerra, Maria Flavia LopesA disseminação de bactérias com genes de resistência aos antibióticos se tornou um sério problema de Saúde Pública e Animal. O abuso de antimicrobianos impõe um impacto ambiental, além de envolver animais de companhia, animais de criação, animais selvagens e o homem. Os gatos domésticos podem atuar como carreadores de bactérias resistentes, pois estes além de estarem em contato próximo aos humanos, entram em contato com diversas outras espécies, alimentos e ecossistemas, contribuindo para o mecanismo de propagação destas bactérias. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a presença de genes resistências em cepas de Escherichia coli isoladas de gatos domésticos atendidos pelo Hospital Veterinário da Universidade Santo Amaro. Foram amostrados um total de 102 felinos domésticos atendidos no HOVET-UNISA entre os meses de novembro de 2023 e agosto de 2024. 40 isolados foram identificados pela técnica de MALDI-TOF MS. As amostras foram testadas para a presença de 14 genes de resistência aos antimicrobianos clinicamente relevantes utilizando PCR: blaCTX-M1, blaCTX-M2, blaCTX-M9, oqxA, oqxB, qnrA, qnrB, qnrS, tetA, tetB, sul1, sul2, aac(6’)-lb, e aph(3’)-la. Os testes de detecção dos genes de resistência aos antimicrobianos demonstraram que 97,50% (39/40) das cepas apresentaram pelo menos um gene estudado. O gene tet(A) foi relacionado ao maior percentual de cepas resistentes apresentando 61,53% (24/39), seguido dos genes, aac(6’) lb e aph(3’)-la, ambos com 58,97% (23/39) cada. O gene sul1 foi detectado em 38,46% (15/39), gene blaCTX-M1 28,20% (11/39), gene sul2 28,20% (11/39), tet(B) 25,64% (10/39), oqxB 7,69% (3/39), blaCTX-M9 5,12% (2/39), blaCTX-M2 2,56% (1/39), qnrB 2,56% (1/39), qnrS 2,56% (1/39), enquanto não houve presença dos genes oqxA e qnrA. Foi observado que 51,28% (20/39) dos isolados apresentaram genes relacionados a resistência a três ou mais classes de drogas antimicrobianas. O monitoramento da resistência aos antibióticos em bactérias isoladas de felinos domésticos pode auxiliar na caracterização da disseminação de resistência em nosso meio com enfoque em Saúde Única, uma vez que podem funcionar como sentinelas ambientais de um problema que atinge a Saúde Humana, Animal e Ambiental. Maiores estudos são necessários para esclarecimentos do papel do felino doméstico na circulação da RAM.
- ItemPesquisa sorológica em cães para a bactéria do gênero Rickettsia e desenvolvimento de material educativo sobre a Febre Maculosa na Região Metropolitana de São Paulo, SP, Brasil(UNISA, 2024) Carvalho, Tânia Regina Vieira deA Febre Maculosa (FM) é uma antropozoonose relatada apenas no continente americano e tem por principal agente etiológico a Rickettsia rickettsii. No Brasil a sua transmissão está associada ao parasitismo por carrapatos do gênero Amblyomma spp.. A expansão da área urbana da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), vem suprimindo remanescentes de Mata Atlântica, favorecendo a aproximação do ambiente urbano ao habitat do Amblyomma aureolatum, aumentando os casos de FM nessas áreas. O presente estudo objetivou entender a dispersão da FM na RMSP. Para tanto, a presença de anticorpos anti-Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri e Rickettsia bellii foi avaliada em cães atendidos nos hospitais públicos veterinários de São Paulo. Foram 602 amostras de soro analisadas pela Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) com ponto de corte de 1:64. Os títulos para Rickettsia rickettsii, variaram de 64 a 1024, com positividade de 16,27% (98/602), para Rickettsia bellii, de 64 a 512 e 9,96 % (60/602), Rickettsia parkeri, de 64 a 2048 e 20,76% (125/602). Tendo por provável antígeno envolvido em reação homóloga: Rickettsia rickettsii com 3,57% (5/149), Rickettsia parkeri com 26,42% (37/140) e Rickettsia spp com 70,00% (98/140). Os achados permitem concluir que a RMSP apresenta riscos de casos humanos de FM, pois apresenta fragmentação de Mata Atlântica, mantendo o vetor do gênero Amblyomma, bem como a presença de Rickettsia rickettsii circulante nos cães, confirmada pela existência de anticorpos. Frente a esses resultados, corroborados por estudos anteriores, entendemos premente a conscientização da população por meio de tecnologias educacionais visando a prevenção da doença na população da área. Nesse contexto, construímos e validamos a tecnologia em educação denominada Kit Educação em Saúde sobre a FM na RMSP.
- ItemPrevalência das parasitoses intestinais dos pacientes internados nas Casas André Luiz (unidade de longa permanência) Guarulhos – SP(UNISA, 2023) Souza, Sérgio Paulo Jozely deAs Instituições de Longa Permanência são instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas, com ou sem suporte familiar, em qualquer grau de dependência e em condições de liberdade, dignidade e cidadania. Algumas instituições que se enquadram neste perfil de assistência a idosos ou não, por fornecerem cuidados médicos, são caracterizadas como serviços de saúde devendo assim atender algumas normas específicas para funcionamento. A Parasitologia é uma importante ciência da saúde, apontando questões de saúde pública, principalmente na população de nível socioeconômico menos prevalecido. Entre os parasitas de interesse médico, há duas classes principais que são os protozoários e os helmintos. Os protozoários podem ser ovais, esféricos ou alongados. São revestidos de cílios, alguns possuem flagelos, são seres eucariontes e possuem fases bem definidas como, trofozoítos, cistos, gametas. Os helmintos geralmente são organismos grandes, com uma organização complexa, possuem corpo alongado, cilíndrico e que se afilam nas duas extremidades. São compostos por várias células e órgãos internos podendo medir desde centímetros até alguns metros de comprimento ao contrário dos protozoários. Sendo assim este trabalho tem por objetivo verificar a prevalência das parasitoses intestinais dos pacientes internados na Unidade de Longa Permanência (ULP) das Casas André Luiz no município de Guarulhos – SP. É um estudo descritivo transversal com abordagem quantitativa, realizado com 537 pacientes, no período de agosto de 2022 a março de 2023 onde foram colhidas uma amostra fecal de todos os pacientes. A presença dos parasitas nas fezes foi verificada por meio de diagnóstico parasitológico de fezes pelo método de Faust e Hoffmann. Como resultado foi encontrada a prevalência de parasitoses intestinais nos pacientes em 6%. Entre os pacientes infectados, observou se a presença de um único parasita; houve predominância de protozoários em relação aos helmintos e os dois tipos mais comuns detectados das amostras fecais foram Entamoeba coli (53,1%) e Endolimax nana (34,4%). Na população avaliada outras variáveis não foram associadas. Concluímos que a prevalência de parasitoses intestinais em pacientes internados nas Casas André Luiz foi baixa e, a partir dos nossos resultados, podemos observar que o papel da enfermagem é de suma importância no processo de cuidar com intuito de prevenir casos de parasitas intestinais na população assistida.