Doutorado em Saúde Única

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    Pesquisa de enterobactérias resistentes a antimicrobianos em felinos domésticos atendidos no Hovet – UNISA
    (UNISA, 2025) Guerra, Maria Flavia Lopes
    A disseminação de bactérias com genes de resistência aos antibióticos se tornou um sério problema de Saúde Pública e Animal. O abuso de antimicrobianos impõe um impacto ambiental, além de envolver animais de companhia, animais de criação, animais selvagens e o homem. Os gatos domésticos podem atuar como carreadores de bactérias resistentes, pois estes além de estarem em contato próximo aos humanos, entram em contato com diversas outras espécies, alimentos e ecossistemas, contribuindo para o mecanismo de propagação destas bactérias. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a presença de genes resistências em cepas de Escherichia coli isoladas de gatos domésticos atendidos pelo Hospital Veterinário da Universidade Santo Amaro. Foram amostrados um total de 102 felinos domésticos atendidos no HOVET-UNISA entre os meses de novembro de 2023 e agosto de 2024. 40 isolados foram identificados pela técnica de MALDI-TOF MS. As amostras foram testadas para a presença de 14 genes de resistência aos antimicrobianos clinicamente relevantes utilizando PCR: blaCTX-M1, blaCTX-M2, blaCTX-M9, oqxA, oqxB, qnrA, qnrB, qnrS, tetA, tetB, sul1, sul2, aac(6’)-lb, e aph(3’)-la. Os testes de detecção dos genes de resistência aos antimicrobianos demonstraram que 97,50% (39/40) das cepas apresentaram pelo menos um gene estudado. O gene tet(A) foi relacionado ao maior percentual de cepas resistentes apresentando 61,53% (24/39), seguido dos genes, aac(6’) lb e aph(3’)-la, ambos com 58,97% (23/39) cada. O gene sul1 foi detectado em 38,46% (15/39), gene blaCTX-M1 28,20% (11/39), gene sul2 28,20% (11/39), tet(B) 25,64% (10/39), oqxB 7,69% (3/39), blaCTX-M9 5,12% (2/39), blaCTX-M2 2,56% (1/39), qnrB 2,56% (1/39), qnrS 2,56% (1/39), enquanto não houve presença dos genes oqxA e qnrA. Foi observado que 51,28% (20/39) dos isolados apresentaram genes relacionados a resistência a três ou mais classes de drogas antimicrobianas. O monitoramento da resistência aos antibióticos em bactérias isoladas de felinos domésticos pode auxiliar na caracterização da disseminação de resistência em nosso meio com enfoque em Saúde Única, uma vez que podem funcionar como sentinelas ambientais de um problema que atinge a Saúde Humana, Animal e Ambiental. Maiores estudos são necessários para esclarecimentos do papel do felino doméstico na circulação da RAM.
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    Estudo da ocorrência de agentes zoonóticos na comunidade do assentamento boa vista no município de Santa Rita, Paraíba
    (UNISA, 2025) Manhães, Ingridi Braz de Oliveira
    Grande variedade de agentes etiológicos são causadores de zoonoses, dentre eles, protozoários e bactérias, os quais, em pelo menos uma das fases do ciclo evolutivo, parasitam o homem, podendo provocar diversas alterações patológicas. São várias as protozooses de importância no Brasil, como: Toxoplasmose e Tripanossomíase, além de outras doenças como malária, leptospirose e febre maculosa que relataremos no presente estudo. O comportamento das comunidades tem sido pouco considerado no estudo das doenças zoonóticas e podem apresentar estreita relação com fatores sociodemográficos e ambientais. O estudo foi realizado, inicialmente, com crianças atendidas pela ONG “Casa dos Sonhos” situada no Assentamento Boa Vista, ampliado aos familiares, demais munícipes e à comunidade do município Santa Rita/Paraíba. Foram utilizadas 133 amostras sanguíneas (soro) para pesquisa de anticorpos de todos os patógenos. Por meio do teste imunoenzimático para anticorpos anti-Toxoplasma gondii analisadas, 64,66% (86/133) tiveram resultado positivo e 0,75% (1/133) indeterminado. Na pesquisa de anticorpos anti-Trypanosoma cruzi, 9,77% (13/133) foram positivas e 3% (4/133) eram indeterminadas. As amostras foram negativas para Plasmodium falciparum, P. vivax, P. ovale e P. malariae no teste imunocromatográfico, bem como para Leptospira spp. pela soroaglutinação microscópica (SAM). Com relação à Rickettsia, 25% das amostras sororreativas apresentaram títulos compatíveis para antígenos homólogos de R. parkeri. Este estudo verificou uma alta incidência de toxoplasmose (64,66%), febre maculosa (18%) e doença de Chagas (9,77%) na população estudada, no ano de 2019. Uma alta ocorrência de soropositividade em indivíduos do sexo feminino para toxoplasmose, doença de chagas e febre maculosa. Com o resultado do presente estudo, permitirá um planejamento com metas direcionadas ao controle dessas zoonoses na comunidade.
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    Mapeamento de potenciais agentes zoonóticos em doenças dermatológicas de animais de companhia em abrigos na região metropolitana de São Paulo, SP
    (UNISA, 2025) Silva Junior, Edilson Isidio da
    Este estudo teve como objetivo mapear a ocorrência de doenças dermatológicas de caráter zoonótico em cães e gatos em abrigos na região metropolitana de São Paulo, analisando a presença de agentes etiológicos, características clínicas, condições estruturais dos abrigos e o conhecimento das equipes envolvidas. Foram avaliados 144 animais provenientes de três abrigos distintos, por meio de exames laboratoriais e clínicos para a identificação de escabiose, otocaríase, dermatofitose e esporotricose. A otocaríase foi a afecção mais relevante, com uma frequência de 24,3%, seguida por dermatofitose (4,8%) e esporotricose (0,7%). Nenhum caso de escabiose foi registrado. Os achados clínicos mais frequentes incluíram secreção otológica (50%), alopecia (9%), descamação e crostas (4,8%), além de úlcera em um caso isolado. Com relação às equipes, foi identificado um déficit significativo no conhecimento sobre zoonoses dermatológicas, com apenas 40% dos entrevistados reconhecendo o termo “zoonose” e com 60% relatando histórico de dermatofitose. Os resultados evidenciam a necessidade de investimentos em educação continuada e capacitação das equipes, além de melhorias na infraestrutura e gestão dos abrigos. Este estudo reforça a importância da abordagem integrada da saúde única, promovendo o bem-estar animal e humano em contextos urbanos e contribuindo para estratégias de prevenção e controle de zoonoses.
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    Erliquiose e Babesiose em São Paulo: impacto de condutas clínicas na seleção de patógenos
    (UNISA, 2025) Costa, Camila de Abreu Aires Ribeiro
    Doenças hemoparasitárias são proeminentes em animais domésticos, particularmente no Brasil, um país tropical com uma ampla gama de vetores. Este estudo investigou a epidemiologia de Babesia vogeli e Ehrichia canis em amostras de sangue total de cães nas regiões sul, norte e leste de São Paulo e Osasco (região da Grande São Paulo), Brasil. Amostras de sangue total de 1219 cães foram testadas para a presença de DNA de B. vogeli por qPCR usando o gene da proteína de choque térmico de 70 kDa de B. vogeli (hsp 70), e 1041 cães foram testados para a presença de E. canis usando sorologia com o método ELISA para anticorpos anti Ehrlichia canis. Alinhado a isso foi realizado um questionário avaliando a conduta de médicos veterinários da respectiva região de estudo em relação a exames solicitados e tratamentos realizados para as doenças em questão. Das 1219 amostras de sangue de cães, 16,16% foram positivas para B. vogeli e das 1041 amostras de sangue de cães rastreadas para a presença de E. canis, 17,87% foram positivas. As variáveis avaliadas do questionário foram determinadas como não associadas à ocorrência de B. vogeli e E. canis na cidade de São Paulo e Osasco, Brasil.
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    Diagnóstico sorológico, molecular e mapeamento da distribuição da Leishmaniose canina no município de São Paulo – SP
    (UNISA, 2024) Azevedo, Roberta Carvalho de Freitas e
    O presente estudo visou estabelecer a prevalência sorológica e molecular da leishmaniose canina nas cidades de São Paulo e Osasco, bem como o modo como a doença se distribui na cidade. Um total de 1361 amostras de sangue total canino, conservados em tubo EDTA, advindos dos hospitais veterinários públicos, localizados na Zona Norte, Zona Leste, Zona Sul E Osasco foram analisadas por meio de ensaios imunocromatográficos com o teste rápido DPP (biomanguinhos/fiocruz) e testes moleculares com a CatLeish-PCR. Os resultados obtidos foram de 10,1% de positividade no DPP e 9,91% de positividade para Leishmania Infantum na CatLeish-PCR. Quando avaliada a concordância estre os dois testes, obteve-se um índice Kappa de 0,99. Sobre a distribuição dos casos, a UVIS que mais se destacou foi Butantã, com 35,7% de positividade. Houve uma concentração maior de casos em que se concentra a maior malha viária, bem como ‘nas áreas de resquício de mata atlântica. Nossos dados comprovam que a leishmaniose canina já é uma realidade dentro da cidade de São Paulo e que são necessárias medidas para evitar a sua disseminação. Torna-se de extrema importância a alteração da classificação epidemiológica da cidade, bem como o estabelecimento de medidas de contenção da doença.