Medicina
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando Medicina por Assunto "Agitação"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemEfeito do uso de Cannabis medicinal no tratamento de ansiedade e agitação na demência: uma revisão sistemática de intervenções em humanos(UNISA, 2025) Pierantoni, Alexandre Duarte; Ribeiro, Gabriel MendesIntrodução: A canábis medicinal (composta por fitocanabinoides como THC e CBD, e sintéticos como nabilona e dronabinol) atua no sistema endocanabinoide, sistema regulador composto por lipídios, enzimas e receptores. Sua aplicação em pacientes com demência e sintomas psiquiátricos (como agitação e ansiedade) tem ganhado destaque em pesquisas recentes, com ênfase na avaliação de eficácia, segurança e mecanismos de ação. Objetivo: avaliar a atuação de compostos de canábis medicinal no tratamento de agitação e ansiedade em pacientes adultos com demência, considerando sua eficácia, segurança e mecanismos de ação. Método: Revisão sistemática seguindo o protocolo PRISMA 2020 e complementada pela ferramenta SWiM (Synthesis Without Meta-analysis). Foram incluídos artigos publicados após 2015 até 2025, referentes a ensaios clínicos com pacientes diagnosticados com demência e que estivessem em uso de compostos de canábis para tratamento de agitação ou ansiedade. As bases de dados utilizadas foram a PubMed, SciELO e Scopus. As palavras-chave utilizadas foram: “Canábis”, “Demência”, “Agitação”, “Ansiedade”, “Ensaios Clínicos”, Sistema Endocanabinoide” utilizando-se os operadores booleanos “AND”, “OR” e “NOT”. Resultados: Foram identificados 192 artigos, 185 excluídos por inadequação aos critérios de elegibilidade, restando 7 artigos selecionados para análise. Para composição dos resultados, foi construída uma tabela comparativa com a síntese dos principais resultados encontrados. Quanto à eficácia clínica, observou-se redução significativa nos escores do Neuropsychiatric Inventory Questionnaire (NPI-Q), em uma escala de 1 a 3 (tendo-se que 3 o mais severo), indicando diminuição de sintomas como agitação e ansiedade. Além disso, verificou-se progresso no Mini Exame do Estado Mental (MEEM), com redução do nível de demência em alguns casos. Os componentes ativos THC, CBD, nabilona e dronabinol apresentaram resultados positivos, destacando-se formulações balanceadas. Sobre a segurança, os efeitos adversos mais comuns foram sonolência (associada ao THC e nabilona), náuseas e quedas (em estudos com doses baixas de THC e CBD). Contudo, o risco-benefício foi considerado satisfatório, desde que houvesse monitoramento dos efeitos colaterais. Conclusão: A canábis medicinal demonstra eficácia no tratamento de sintomas neuropsiquiátricos em pacientes com demência, apresentando um perfil de segurança aceitável quando administrada sob controle adequado. Contudo, persistem limitações, como a escassez de estudos robustos e recentes (a maioria publicados após 2020) e barreiras sociais e regulatórias associadas a “tabus”. Diante disso, recomenda-se ampliar ensaios clínicos de longo prazo e o engajamento multidisciplinar, médico, social e regulatório para garantir o uso seguro e informado dessa terapia.