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Navegando Medicina por Autor "Almeida, Gabriela Lancellotti de"
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- ItemGravidez na adolescência e seus conflitos sócio-psicológicos - revisão da literatura(UNISA, 2025) Almeida, Gabriela Lancellotti de; Correa, Luiza Combe; Varzim, Mariana Leme Silva BastosINTRODUÇÃO: A gravidez na adolescência permanece como um desafio de saúde pública, pois ocorre em uma fase de intenso desenvolvimento biopsicossocial e costuma ser permeada por insegurança, estigma social, baixa escolaridade, vulnerabilidade econômica e, muitas vezes, ausência de suporte familiar. Esses fatores podem repercutir diretamente na saúde mental das jovens mães, favorecendo quadros de ansiedade, depressão e maior isolamento social. OBJETIVOS: Analisar, nos últimos 10 anos (janeiro de 2015 a janeiro de 2025), as publicações sobre gravidez na adolescência, com ênfase nos impactos psicológicos e nos determinantes sociais e econômicos associados a esse fenômeno. METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura conduzida nas bases National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). A busca utilizou descritores em português e inglês relacionados a “teenage pregnancy”, “mental health”, “psychological aspects” e termos MeSH/DeCS correspondentes. Inicialmente foram identificados 40 estudos; após leitura de título, resumo e aplicação dos critérios de elegibilidade (faixa etária 10–19 anos, abordagem de saúde mental e/ou fatores sociodemográficos), 21 artigos foram avaliados na íntegra e 12 compuseram a amostra final. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A literatura mostrou que a gravidez na adolescência é multifatorial e fortemente influenciada por baixo nível educacional, vulnerabilidade socioeconômica, relações de poder desiguais, ausência de planejamento reprodutivo e acesso limitado a serviços de saúde. Os estudos apontaram maior prevalência de transtornos de ansiedade e sintomas depressivos entre adolescentes grávidas, especialmente na presença de suporte social insuficiente. Casamento ou maternidade muito precoces, violência de parceiro íntimo (inclusive sexual) e responsabilidade familiar antecipada foram associados a pior desfecho psicológico e somático. Em contrapartida, intervenções psicossociais, apoio familiar e programas de educação sexual mostraram potencial para reduzir o impacto emocional e romper o ciclo intergeracional de vulnerabilidade. CONCLUSÃO: A relação entre gravidez na adolescência e saúde mental é complexa e mediada por contexto social: quanto piores as condições socioeconômicas e menor o suporte social, maiores os riscos de depressão, ansiedade e comprometimento da qualidade de vida. Assim, estratégias de prevenção devem integrar educação sexual escolar, ampliação do acesso a métodos contraceptivos e fortalecimento de políticas públicas voltadas ao acolhimento e acompanhamento psicológico das gestantes adolescentes.