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Navegando Medicina por Autor "Alexandre, Matheus Loricchio"
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- ItemAnálise do perfil de mortalidade por doença reumática da valva aórtica no Estado de São Paulo entre os anos de 2013 e 2022(UNISA, 2025) Alexandre, Matheus LoricchioINTRODUÇÃO: As valvas do coração dão a ele a função de bomba, impedindo que o sangue expulso de uma câmara retorne a ela. São quatro valvas: tricúspide, mitral, pulmonar e aórtica, sendo que todas estão sujeitas a alterações patológicas. A valva aórtica, por exemplo, é a estrutura acometida na estenose e insuficiência aórticas. Estenose aórtica é uma doença na qual ocorre uma restrição à abertura das cúspides valvares aórticas, gerando, basicamente, uma redução da área valvar. Uma vez sintomático, o paciente com estenose aórtica importante precisa passar por intervenção, visto que a doença é rapidamente fatal. Clinicamente, destacam-se angina, síncope e sinais de insuficiência cardíaca. Por outro lado, a insuficiência aórtica é uma doença caracterizada por um retorno sanguíneo da artéria aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Seu principal sintoma é dispneia, mas também encontram-se palpitações e angina. Ademais, a insuficiência aórtica é caracterizada por uma pulsação generalizada dos órgãos, nomeando diversos sinais clínicos. Epidemiologicamente, a doença reumática da valva aórtica é mais comum em jovens, tendo uma de suas etiologias mais encontrada em idosos. Logo, percebe-se a importância de analisar, também, sua mortalidade, destacando a relevância de identificar e tratar precocemente pacientes acometidos com tal patologia. O objetivo deste estudo foi analisar o perfil de mortalidade por doença reumática da valva aórtica no Estado de São Paulo de 2013 a 2022. METODOLOGIA: Estudo analítico observacional transversal, analisando as variáveis de faixa etária, sexo e cor/raça, por frequência relativa, com dados retirados da plataforma DataSus, pelo Tabnet. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Nota-se maior mortalidade em homens em relação às mulheres no período analisado: 133 óbitos masculinos (54,5%) para 111 femininos (45,5%), sendo 2014 o ano com mais registros (21 óbitos em homens e 19 em mulheres, totalizando 40). Analisando a faixa etária, o grupo de 60 a 69 anos de idade foi o mais afetado, totalizando 67 óbitos (27,46%), sendo 2014 novamente o ano com mais números registrados (12 óbitos nesse grupo). Em seguida, os grupos mais velhos se destacam: 70 a 79 anos apresentaram 63 óbitos (25,8%) e 80+ anos com 62 registros (25,4%). Já em relação à cor/raça, a população branca foi extremamente mais afetada com 192 óbitos (78,7%), e 2014 sendo, mais uma vez, o ano com maior registro: 27 mortes. Seguido disso, a população parda apresentou 31 óbitos (12,7%), estando em 2016 o pico de registros: 9 óbitos. Tais dados condizem com o esperado: o perfil epidemiológico mais afetado é o de homens brancos e idosos. Por outro lado, esse achado não condiz com a prevalência dos casos, já que estudos encontraram uma incidência maior em mulheres que foram afetadas por Febre Reumática na juventude. CONCLUSÃO: Essa diferença entre os perfis de mortalidade e de prevalência mostra a importância de ambos critérios serem estudados e analisados, já que propostas de intervenção e prevenção devem entender e englobar os dois perfis, os quais podem ter diferenças na qualidade e expectativa de vida.