Técnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análise

dc.contributor.authorPiazzi, Giulia Moraespt
dc.contributor.authorVieira, Pedro Sampaio de Barrospt
dc.date.accessioned2026-04-27T17:57:13Zpt
dc.date.available2026-04-27T17:57:13Zpt
dc.date.issued2025pt
dc.description.abstractINTRODUÇÃO: Pectus excavatum é a deformidade congênita mais comum da parede torácica anterior, e sua correção minimamente invasiva (MIRPE) tradicionalmente utiliza barras paralelas (PB) para elevar o esterno e restaurar a curvatura torácica. Entretanto, em deformidades profundas, rígidas ou assimétricas, a configuração cruzada (cross-bar, CB) foi desenvolvida para oferecer maior controle rotacional e melhor redistribuição das forças corretivas, já que o arranjo em “X” cria vetores opostos de sustentação e compressão capazes de otimizar a remodelação torácica. Embora ambas as técnicas sejam amplamente utilizadas, a evidência comparativa entre PB e CB permanece limitada, justificando a investigação de possíveis diferenças em resultados perioperatórios e na eficácia da correção. METODOLOGIA: Seguindo as diretrizes PRISMA 2020, PubMed, Embase e Cochrane Library foram pesquisadas até 24 de outubro de 2025. Foram incluídos estudos que comparavam diretamente as técnicas CB e PB e que relatavam ao menos um desfecho pré-definido. Quatro estudos observacionais retrospectivos (n = 1.021) preencheram os critérios de inclusão. Razões de chances (OR) e diferenças de médias (DM) foram calculadas utilizando o modelo de efeitos aleatórios de DerSimonian–Laird. O risco de viés foi avaliado pelo ROBINS-I, e a certeza da evidência pelo método GRADE. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre os 1.021 pacientes analisados, 449 foram submetidos à técnica CB e 572 à técnica PB. Não houve diferença significativa no tempo operatório (DM 4,79 min; IC95% −6,27 a 15,85) ou no tempo de internação (DM 0,24 dias; IC95% −0,39 a 0,88). As taxas de derrame pleural (OR 3,59; IC95% 0,82–15,72) e pneumotórax (OR 1,08; IC95% 0,39–2,97) também foram comparáveis entre as técnicas. A técnica CB apresentou uma pequena, porém estatisticamente significativa, melhora no Haller Index pós-operatório (DM −0,10; IC95% −0,17 a −0,03). As análises de sensibilidade revelaram heterogeneidade influenciada por estudos individuais, especialmente para tempo operatório e tempo de internação. O risco global de viés variou de moderado a sério, e a certeza da evidência variou de baixa a muito baixa para todos os desfechos avaliados. CONCLUSÃO: De forma geral, CB e PB apresentam perfis perioperatórios equivalentes e taxas semelhantes de complicações na MIRPE. A técnica CB pode oferecer uma vantagem modesta no remodelamento torácico pós-operatório.pt
dc.identifier.citationPIAZZI, Giulia Moraes; VIEIRA, Pedro Sampaio de Barros. Técnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análise. Orientador: Claudio Zambotti. 2025. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.pt
dc.identifier.urihttp://dspace.unisa.br/handle/123456789/3336pt
dc.language.isoptpt
dc.publisherUNISApt
dc.subjectDesfechos Pós-Operatóriospt
dc.subjectMeta-Análisept
dc.subjectMIRPEpt
dc.subjectPectus excavatumpt
dc.titleTécnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análisept
dc.typeTCCpt
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