Técnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análise
Técnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análise
Data
2025
Autores
Piazzi, Giulia Moraes
Vieira, Pedro Sampaio de Barros
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: Pectus excavatum é a deformidade congênita mais comum da parede
torácica anterior, e sua correção minimamente invasiva (MIRPE) tradicionalmente
utiliza barras paralelas (PB) para elevar o esterno e restaurar a curvatura torácica.
Entretanto, em deformidades profundas, rígidas ou assimétricas, a configuração
cruzada (cross-bar, CB) foi desenvolvida para oferecer maior controle rotacional e
melhor redistribuição das forças corretivas, já que o arranjo em “X” cria vetores opostos
de sustentação e compressão capazes de otimizar a remodelação torácica. Embora
ambas as técnicas sejam amplamente utilizadas, a evidência comparativa entre PB e
CB permanece limitada, justificando a investigação de possíveis diferenças em
resultados perioperatórios e na eficácia da correção. METODOLOGIA: Seguindo as
diretrizes PRISMA 2020, PubMed, Embase e Cochrane Library foram pesquisadas até
24 de outubro de 2025. Foram incluídos estudos que comparavam diretamente as
técnicas CB e PB e que relatavam ao menos um desfecho pré-definido. Quatro estudos
observacionais retrospectivos (n = 1.021) preencheram os critérios de inclusão.
Razões de chances (OR) e diferenças de médias (DM) foram calculadas utilizando o
modelo de efeitos aleatórios de DerSimonian–Laird. O risco de viés foi avaliado pelo
ROBINS-I, e a certeza da evidência pelo método GRADE. RESULTADOS E
DISCUSSÃO: Entre os 1.021 pacientes analisados, 449 foram submetidos à técnica
CB e 572 à técnica PB. Não houve diferença significativa no tempo operatório (DM
4,79 min; IC95% −6,27 a 15,85) ou no tempo de internação (DM 0,24 dias; IC95%
−0,39 a 0,88). As taxas de derrame pleural (OR 3,59; IC95% 0,82–15,72) e
pneumotórax (OR 1,08; IC95% 0,39–2,97) também foram comparáveis entre as
técnicas. A técnica CB apresentou uma pequena, porém estatisticamente significativa,
melhora no Haller Index pós-operatório (DM −0,10; IC95% −0,17 a −0,03). As análises
de sensibilidade revelaram heterogeneidade influenciada por estudos individuais,
especialmente para tempo operatório e tempo de internação. O risco global de viés
variou de moderado a sério, e a certeza da evidência variou de baixa a muito baixa
para todos os desfechos avaliados. CONCLUSÃO: De forma geral, CB e PB
apresentam perfis perioperatórios equivalentes e taxas semelhantes de complicações
na MIRPE. A técnica CB pode oferecer uma vantagem modesta no remodelamento
torácico pós-operatório.
Descrição
Palavras-chave
Desfechos Pós-Operatórios, Meta-Análise, MIRPE, Pectus excavatum
Citação
PIAZZI, Giulia Moraes; VIEIRA, Pedro Sampaio de Barros. Técnica de barra cruzada versus técnica de barras paralelas para Pectus excavatum: revisão sistemática e meta-análise. Orientador: Claudio Zambotti. 2025. 34 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.