Design e sustentabilidade
Design e sustentabilidade
| dc.contributor.author | Guimarães, Lia Buarque de Macedo (org.) | pt |
| dc.date.accessioned | 2026-04-20T15:23:39Z | pt |
| dc.date.available | 2026-04-20T15:23:39Z | pt |
| dc.date.issued | 2010 | pt |
| dc.description.abstract | De acordo com o Banco Mundial (BIRD) (World Bank, 2008), o Brasil ocupa a sexta posição no rank das maiores economias do mundo, respondendo por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) Mundial junto com a Grã Bretanha, França, Rússia e Itália. A divulgação foi feita com base no levantamento do International Comparison Program (ICP); em 2005, que toma como base o PIB e a Paridade de Poder de Compra (PPC) de cada país, convertido em dólares. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um ano, e a PPC é um método alternativo à taxa de câmbio para se calcular o poder de compra de dois países. A PPC mede quanto é que uma determinada moeda pode comprar em termos internacionais (normalmente dólar), já que bens e serviços têm diferentes preços em um país e outro, ou seja, relaciona o poder aquisitivo de tal pessoa com o custo de vida do local, se ele consegue comprar tudo que necessita com seu salário. Olhando detalhadamente para estes números, e considerando as condições sociotécnicas do país, este índice é, no mínimo, estarrecedor. A maioria das empresas brasileiras não tem o nível de pessoal, de tecnologia e de condições de trabalho nem sequer parecidas com os países pares. Além disso, o ambiente externo é desfavorável para um desempenho como este, já que nossas leis, políticas internas e externas não são cumpridas e/ou são instáveis, o que é um grande obstáculo para o crescimento do país. Tal desempenho é em parte reflexo dos altos níveis de criatividade e adaptação (em outras palavras, resiliência) do povo brasileiro, bastante reconhecido no exterior pelo que é produzido na música, na dança, culinária e artes em geral. Mas, sem dúvida, não se pode dizer que o povo brasileiro está preparado para jogar em mesmas condições que os países do Primeiro Mundo quando o que está em questão é o seu parque tecnológico e os produtos que fabrica. Para alcançar este sexto lugar, o trabalhador tem que contornar as mais difíceis condições de trabalho (máquinas precárias, sem segurança, processos desorganizados, salários baixos, ritmo de produção acelerado e horas extras) e de problemas com os produtos a serem fabricados (geralmente cópias de produtos estrangeiros que não são passíveis de serem fabricados com a mesma qualidade da matriz) para, no mínimo dar conta da produção demandada. A qualidade desta produção e destes produtos pode e deve ser questionada, pois não é possível aceitar tanta "resiliência" (no caso, negativa, pois se dá às custas de sobrecarga e sofrimento) do trabalhador para entrar no jogo competitivo mundial. | pt |
| dc.identifier.citation | Design e sustentabilidade. Porto Alegre: FEENG/UFRGS, 2010. | pt |
| dc.identifier.isbn | 85-88085-30-5 | pt |
| dc.identifier.uri | http://dspace.unisa.br/handle/123456789/3299 | pt |
| dc.language.iso | pt | pt |
| dc.publisher | FEENG/UFRGS | pt |
| dc.subject | Design de Produto | pt |
| dc.subject | Sustentabilidade | pt |
| dc.subject | Produção | pt |
| dc.subject | Consumo | pt |
| dc.title | Design e sustentabilidade | pt |
| dc.type | Livro | pt |