Ebooks | Coleção de Livros

Navegar

Submissões Recentes

Agora exibindo 1 - 5 de 559
  • Item
    Manual de ordenamento jurídico: antirracista
    (UNISA, 2026) Silva, Irapuã Santana do Nascimento da
    Este manual é o resultado do trabalho coletivo das turmas de Pesquisa de Extensão em Direito Antirracista da Universidade de Santo Amaro. Um grupo de alunos interessados e questionadores se esforçou para que fosse possível tentar oferecer uma singela contribuição acadêmica a um tema tão especial para a nossa sociedade. Inspirados em Luiz Gama, que fez do Direito uma ferramenta para combater o sistema posto e considerado natural, trazemos um mapa que expõe os caminhos de proteção e emancipação da população negra, a partir das regras vigentes, analisando como é o seu funcionamento e escancarando a famosa dicotomia do “ser” e do “dever ser”. Em um país que naturalizou a morte, a exclusão e o silenciamento de pessoas negras, enxergar a existência de um ordenamento jurídico antirracista é uma necessidade urgente. E é justamente por isso que este trabalho foi construído: para colaborar com a sociedade oferecendo caminhos jurídicos concretos de proteção, reparação e emancipação. Mas não se trata aqui de apresentar o Direito como redentor, e sim de tensioná-lo. De colocar em xeque suas contradições, denunciar seus silêncios e, ao mesmo tempo, evidenciar os espaços de disputa e construção possíveis dentro das estruturas normativas. A proposta é clara: tornar acessível, didática e crítica a base jurídica que sustenta a luta antirracista no Brasil. Do texto constitucional aos tratados internacionais, passando por leis, jurisprudência e políticas públicas, reunimos neste manual os principais pontos normativos existentes hoje que podem — e devem — ser utilizados por quem está na linha de frente da luta por justiça racial. A ideia é que cada página sirva como apoio para quem resiste nas universidades, nas comunidades, no sistema de justiça, nos movimentos sociais e nas instituições. Não temos a ilusão de que a simples existência dessas normas baste. Sabemos que, na prática, a lei nem sempre chega onde a pele é negra. O desafio, portanto, é de dupla natureza: garantir a aplicação efetiva do que já está previsto e avançar na construção de uma cultura jurídica comprometida com a dignidade humana, e não com a manutenção dos privilégios de sempre. Este trabalho é, enfim, uma contribuição construída por muitas mãos e mentes que acreditam que a produção de conhecimento precisa estar conectada com os territórios, com os movimentos e com as urgências do nosso tempo. É nossa forma de ocupar o espaço acadêmico sem abrir mão de uma perspectiva crítica, combativa e comprometida com o povo negro. É, portanto, a concretização do provérbio africano que diz: “se você quer ir rápido, vá sozinho; mas se quiser ir longe, vá junto”. Sendo a vida uma corrida eterna de revezamento e, em se tratando de um trabalho universitário, não poderíamos nos contentar apenas com dizer mais do mesmo e “chover no molhado”. Era preciso ir além, mas sem a pretensão de inventar a roda e, por esse motivo, escolhemos trazer uma questão importante, que não é explorada: uma fotografia jurídica do país a fim de que os operadores do Direito possam se municiar para fortalecer a luta antirracista no Brasil.
  • Item
    Macroergonomia: colocando conceitos em prática (volume 2)
    (FEENG/UFRGS, 2010) Guimarães, Lia Buarque de Macedo (org.)
    A atual organização industrial, voltada para a obtenção progressiva de maior produtividade, é caracterizada por maior mecanização ou automação, e novas exigências para os trabalhadores em relação às funções que são executadas manualmente. Hoje, estas operações manuais, na maioria dos casos, são caracterizadas por movimentos de repetição sob grande esforço físico, sob a cadência do processo mecanizado, muitas vezes em posturas inadequadas, sob condições ambientais desfavoráveis de temperatura, ruído, vibração ferramental precário, entre outros. Mendes e Leite (2004, p.3) alertam que "embora o ser humano apresente diversos sistemas corporais interligados que o possibilitem executar movimentos globais, as condições de trabalho atuais, como o alto grau de repetição e monotonia, limitam a natureza humana''. Estas situações favorecem o aparecimento de doenças ocupacionais, como os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) que englobam as Lesões por Esforços Repetitivos (LER). De acordo com Codo (1998), deve-se considerar as DORT como um mecanismo de trauma, relacionado ao trabalho, caracterizado pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membro inferior.
  • Item
    Macroergonomia: colocando conceitos em prática (volume 1)
    (FEENG/UFRGS, 2010) Guimarães, Lia Buarque de Macedo (org.)
    A ergonomia no Brasil teve início no final dos anos 1970, quando Alain Wisner, do Conservatoire National des Arts e Metiers (CNAM) de Paris, França, foi convidado, pelo professor Franco Seminério, para iniciar os estudos em ergonomia no antigo Instituto de Seleção e Orientação Profissional (ISOP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. A partir de então, o ISOP/FGV formatou um curso de especialização em Ergonomia que ocorreu de 1979 a 1990. A aproximação com o professor Alain Wisner também proporcionou a formação, em nível de mestrado e doutorado, de muitos brasileiros no CNAM o que justifica o fato de que a maioria das intervenções ergonômicas no Brasil segue a Análise Ergonómica do Trabalho (AET) (Fialho e Santos, 1997'; Guérin et al., 2001; Vidal, 2003).
  • Item
    Ergonomia: tópicos especiais
    (FEENG/UFRGS, 2004) Guimarães, Lia Buarque de Macedo (org.)
    A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) tem sido apontada como um dos fatores motivadores do desempenho humano no trabalho (FERNANDES, 1996). A tecnologia de QVT compreende a reestruturação do desenho dos cargos, novas formas de organizar o trabalho, formação de equipes de trabalho semi-autônomas ou auto gerenciadas e melhoria do meio ambiente organizacional (FERNANDES, 1988). Outros autores (NADIER e IA WFR, 1983), definem QVT como uma maneira de pensar a respeito das pessoas, do trabalho e da organização tendo em vista o impacto do trabalho sobre as pessoas e a eficácia organizacional, bem como, a perspectiva de algum grau de participação na resolução de problemas.
  • Item
    Ergonomia de produto (volume 2)
    (FEENG/UFRGS, 2006) Guimarães, Lia Buarque de Macedo (org.)
    Conforme já é de conhecimento, a ergonomia nasce, oficialmente, da necessidade de melhores equipamentos na 2ª Guerra Mundial. Nesta época, um dos pioneiros da Ergonomia, Alphonse Chapanis, foi o responsável por modificações importantes no cockpit dos aviões militares. Por exemplo, uma das causas mais comuns de acidentes era a confusão gerada pelas alavancas de trem de pouso e dos flaps que eram semelhantes e dispostas uma ao lado da outra. Como não era possível, naquele momento, alterar a disposição das mesmas, Chapanis enfatizou a diferença entre os dois controles apenas colocando diferentes (em termos de forma e textura) acabamentos no topo das alavancas. A ideia de codificação pela forma foi utilizada em todos os aviões após a guerra para eliminar o erro por confusão de controles. De início, a prática da ergonomia preocupou-se em acomodar bem os diversos indivíduos: concentrou-se na coleta e uso de dados antropométricos, depois expandiu sua preocupação para força, alcance, questões fisiológicas e psicológicas implicadas no trabalho (incluindo os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho ou DORTs) e mais recentemente, questões que importam ao processamento de informação ou cognição, tendo em vista a disseminação de sistemas informatizados. A prática da ergonomia foi se espraiando e pode-se dizer que, hoje, há mais interesse em ergonomia do que antes. Por quê?