Estudo da parasitofauna associada a traíras (Hoplias malabaricus) da grande São Paulo

dc.contributor.authorSenzaki, Bruna Mikapt
dc.date.accessioned2026-04-24T15:23:26Zpt
dc.date.available2026-04-24T15:23:26Zpt
dc.date.issued2025pt
dc.description.abstractA região Neotropical é reconhecida por sua vasta diversidade de peixes, abrigando cerca de 9.000 espécies de água doce, distribuídas principalmente na América Central e do Sul. Com essa grande variedade de espécies, espera-se uma significativa diversidade parasitária associada a esses peixes. No entanto, estudos sobre a interação parasito-hospedeiro ainda são escassos e muitas vezes negligenciados. Pesquisas como a presente ajudam a esclarecer as implicações ecológicas e de saúde pública, especialmente no que diz respeito à saúde única. Entre os principais agentes infecciosos encontrados em peixes, os helmintos são os mais responsáveis por doenças em seres humanos. As doenças transmitidas por animais aquáticos, muitas das quais são consideradas emergentes, representam um risco crescente. O grupo dos nematoides, especialmente da família Anisakidae, que inclui os gêneros Anisakis, Pseudoterranova e Contracaecum, é amplamente estudado devido ao seu potencial zoonótico, causando a anisaquiose, uma infecção adquirida pelo consumo de peixes crus contendo larvas no estágio L3. Diversos grupos de parasitas já foram identificados em traíras, muitos dos quais possuem relevância econômica e/ou para a saúde humana e animal. Dessa forma, é fundamental estudar os parasitas presentes em traíras de regiões periurbanas. O presente estudo teve como objetivo investigar a ocorrência de parasitas em traíras do Reservatório da Guarapiranga, com foco na avaliação de potenciais riscos zoonóticos. A coleta de peixes foi realizada em quatro pontos do reservatório: Ponto 1 (23.76819°S, 46.77449°O), Ponto 2 (23.77275°S, 46.77838°O), Ponto 3 (23.75778°S, 46.727017°O) e Ponto 4 (23.68099°S, 46.73342°O). Após a coleta, foi realizada a necropsia, e coleta visual dos parasitas na pele, cavidade peritonial, trato digestório, brânquias, olhos, e cavidade da narina e boca. Os nematoides foram coletados, clarificados em solução de glicerina e as estruturas internas fotografadas. Os resultados mostraram que 95,2% dos peixes apresentaram nematoides no mesentério, com um número de até 106 parasitas em um único indivíduo. Além disso, foram encontrados parasitas dos grupos Monogenea, Digenea, Hirudinea e um platelminto não identificado. Com base nas características morfológicas, os nematoides foram identificados como pertencentes ao gênero Contracaecum. Embora a cidade de São Paulo apresente um alto índice de desenvolvimento humano, ainda persiste a insegurança alimentar, especialmente em relação a proteínas de origem animal. Nesse contexto, a busca por fontes alternativas de alimento tem levado ao aumento da pesca artesanal e de subsistência, prática comum em reservatórios periurbanos como o Guarapiranga. A traíra é uma das espécies mais capturadas e consumidas nessa região, o que levanta preocupações sobre os riscos associados ao consumo inadequado dos peixes parasitados.pt
dc.identifier.citationSENZAKI, Bruna Mika. Estudo da parasitofauna associada a traíras (Hoplias malabaricus) da grande São Paulo. Orientador: Guilherme José da Costa Silva. 2025. 44 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Única) — Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.pt
dc.identifier.urihttp://dspace.unisa.br/handle/123456789/3311pt
dc.language.isoptpt
dc.publisherUNISApt
dc.subjectHoplias malabaricuspt
dc.subjectTraírapt
dc.subjectReservatório da Guarapirangapt
dc.subjectParasitofaunapt
dc.subjectContracaecumpt
dc.titleEstudo da parasitofauna associada a traíras (Hoplias malabaricus) da grande São Paulopt
dc.typeDissertaçãopt
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