Estudo epidemiológico das características socioeconômicas da sífilis em gestantes no município de São Paulo

dc.contributor.authorNegri, Ana Sophia Dinizpt
dc.date.accessioned2026-04-29T10:54:49Zpt
dc.date.available2026-04-29T10:54:49Zpt
dc.date.issued2025pt
dc.description.abstractINTRODUÇÃO: Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. É transmitida por via sexual ou vertical durante a gestação ou no parto. É uma doença de notificação compulsória desde julho de 2005, a fim de controlar a transmissão vertical (TV) da bactéria e acompanhar o comportamento da infecção para planejar, avaliar medidas de tratamento, prevenção e controle. Seu tratamento é acessível, efetivo e eficaz, porém ainda exibe altas taxas de incidência. É considerada uma infecção crônica sistêmica que atinge tanto populações com baixo poder aquisitivo quanto residentes de países desenvolvidos, preocupando a saúde pública globalmente. Em gestantes, a sífilis está associada a riscos para a mulher e seu feto, do nascimento prematuro, má formações ao aborto. O objetivo do trabalho é analisar a incidência de sífilis em gestantes a partir de dados notificados. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo observacional longitudinal sobre sífilis no município de São Paulo nos anos 2019-2023, usando as variáveis de raça, escolaridade e idade. Os dados foram retirados da plataforma DataSus, pelo Tabnet e pelo Boletim Epidemiológico de HIV/ AIDS do Estado de São Paulo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O estudo analisou dados de sífilis gestacional em São Paulo, destacando que, nos anos de 2019 a 2023, houve uma variação de 45 a 50% de casos entre mulheres pardas, de 33 a 35% em brancas e de 13 a 15% pretas. Mulheres amarelas e indígenas representaram menos de 1%. Cerca de 60% das notificações envolveram mulheres não brancas. Surpreendentemente, a maioria dos casos ocorreu em mulheres com ensino médio completo (de 31 a 43%), contrariando a expectativa de maior prevalência entre as menos escolarizadas. Esse dado reflete mudanças no perfil socioeconômico das gestantes, indicando falhas na educação sexual e maior exposição a ISTs entre mulheres mais instruídas. Em termos etários, de 74 a 82% dos casos afetaram mulheres de 20 a 39 anos, seguidas por as de 15 a 19 anos (de 15 a 23%). A reinfecção por sífilis destaca a necessidade de envolver os parceiros no tratamento. Além disso, falhas no preenchimento das fichas de notificação limitam a análise. CONCLUSÃO: A sífilis é multifatorial, exigindo ações educativas e preventivas abrangentes, incluindo a inclusão de parceiros no pré-natal e melhorias na coleta de dados, para conter essa epidemia silenciosa.pt
dc.identifier.citationNEGRI, Ana Sophia Diniz. Estudo epidemiológico das características socioeconômicas da sífilis em gestantes no município de São Paulo. Orientador: Marcelo Andreetta Corra. 2025. 13 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.pt
dc.identifier.urihttp://dspace.unisa.br/handle/123456789/3405pt
dc.language.isoptpt
dc.publisherUNISApt
dc.subjectSífilispt
dc.subjectGestantespt
dc.subjectFatores Socioeconômicospt
dc.subjectEpidemiologiapt
dc.titleEstudo epidemiológico das características socioeconômicas da sífilis em gestantes no município de São Paulopt
dc.typeTCCpt
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