Prevalência e fatores de risco para o estilo de vida sedentário entre escolares brasileiros: análise de inquérito nacional de saúde

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Data
2017
Autores
Lievirisci, Ricardo Destra
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Editor
UNISA
Resumo
No Brasil, como em todo o mundo, a infância e a adolescentes estão expostos a baixos níveis de atividade física, a obesidade na infância é particularmente preocupante porque está ligada a problemas de saúde imediatos e a longo prazo e tendem a persistir na idade adulta, sendo nessa fase da vida que ocorrem mudanças físicas e emocionais que ampliam o campo da socialização numa evolução não linear de experiências e autonomia, inclusive no campo da sexualidade. Agravando a situação, os níveis de atividade física são cada vez menores, apesar do reconhecimento da importância da atividade física como fator de promoção da saúde e de prevenção de doenças. Os especialistas em educação afirmam que a escola e a família compartilham funções sociais, políticas e educacionais, na medida em que contribuem e influenciam na formação do cidadão, sendo a família, como agente socializador, como rede de apoio e desenvolvimento humano e a escola, um local de diversidade cultural, atividades, regras e valores, um ambiente onde ocorre a construção de laços afetivos e o preparo para a inserção dos indivíduos na sociedade sendo, portanto, os principais locais de inserção e multiplicação de conhecimentos sobre a promoção de saEstimar a prevalência e os fatores de risco para estilo de vida sedentário entre escolares brasileiros matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental II. Estudo transversal(documental?) baseado em dados secundários gerados pela PeNSE 2012 Pesquisa Nacional de Saúde Escolar(PeNSE), que foi um inquérito representativo brasileiro. A população de estudo foi formada por 109.104 escolares do 9º ano do Ensino Fundamental II. A prevalência de estilo de vida sedentário foi de 6,62%. Foram identificados de forma independente, 11 fatores de risco para estilo de vida sedentário: a macrorregião nordeste (OR=1,72; p<0,001), escola pública (OR=1,16; p=0,020), gênero feminino (OR=2,30; p<0,001), idade maior que 14 anos (OR=1,42; p<0,001), ausência de estudo materno (OR=1,47; p<0,001), ausência de estudo paterno (OR=1,39; p<0,001), não consumo de alimentos tradicionais (OR=1,82; p<0,001), não almoçar e jantar frequentemente com os pais ou responsáveis (OR=1,19; p<0,001), uso de drogas ilícitas (OR=1,14; p=0,008), auto imagem de magreza (OR=1,11; p=0,005) e auto imagem de obesidade (OR=1,13; p=0,003). A macrorregião Sul foi um fator protetor do estilo de vida sedentário (OR=0,57; p<0,001). Existe uma grande prevalência e diversos fatores de risco que podem levar o escolar de 9º ano ao sedentarismo.
Descrição
Palavras-chave
Sedentarismo, Inatividade física, Escolares
Citação
LIEVIRISCI, Ricardo Destra. Prevalência e fatores de risco para o estilo de vida sedentário entre escolares brasileiros: análise de inquérito nacional de saúde. 2017. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) — Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2017.