Uso da terapia com pressão negativa no tratamento de pacientes com fasceítes necrotizantes

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Data
2024
Autores
Abdalla, Adriana Rodrigues
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: Na década de 50, o termo “fasceíte necrotizante” (FN) foi instituído. É causada por um grupo de bactérias que levam à trombose da microcirculação cutânea e infecção dos tecidos moles, podendo causar necrose e sepse. Seus locais de maior incidência são virilha, tronco e extremidades inferiores, com quadro clínico de dor intensa desproporcional ao exame físico, sensibilidade e febre. É classificada em três tipos: 1, 2 e 3, havendo uma subcategoria “Gangrena de Fournier” (GF). Para diagnóstico, podemos utilizar o “indicador de risco laboratorial para fasceíte necrosante”, mas a confirmação é através de achados cirúrgicos. O tratamento abrange reanimação com fluidos, suporte de terapia intensiva, antibioticoterapia e desbridamento cirúrgico. A terapia com pressão negativa (TCPN) é um método de fechamento ativo, com propriedades de otimização cicatricial. O objetivo do trabalho é revisar de forma crítica o uso da terapia com pressão negativa no tratamento de pacientes com fasceítes necrotizantes. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, com trabalhos publicados nos últimos 10 anos, em português e inglês. Nas bases de dados PubMed, Scielo e Revistas eletrônicas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram selecionados 32 artigos, 10 foram excluídos por não cumprirem os critérios de adequação. A TCPN é um curativo temporário estável, que estimula a angiogênese e a granulação, à uma pressão subatmosférica entre -50 a -125 mmHg, através de uma espuma de poliuretano preta ou uma impregnada de prata. A troca de curativo deve ser na frequência de 48 a 72 horas, porém se o período for estendido, pode não haver comprometimento do método. Quando bem assistida, pode ser combinada com dermatotração, derme artificial, irrigações tópicas e folha de silicone reforçada, mantendo efetividade. Em relação ao custo, pode ser diminuído através do uso de sistemas adaptados ou através da otimização cicatricial, com consequência de uma menor internação e hospitalização. Em casos de GF, evitar o cisalhamento e administrar desvio fecal é algo primordial, podendo ser sanado com uso da TCPN, através de uma maior superfície de contato na região, além da possibilidade de utilização sem desvio fecal. Já em abdome aberto, podemos introduzir técnicas análogas. Em crianças a dor é proporcional aos achados e o uso da TCPN tem a vantagem de diminuir o uso de anestésicos gerais, substituídos por sedativos. CONCLUSÃO: A TCPN é um método seguro a ser utilizado no tratamento de FN, utilizada à uma pressão subatmosférica entre -50 a -125 mmHg, sua troca deve ser feita de 48 a 72 horas e a esponja de fixação cabe à escolha do profissional. Seu custo pode ser diminuído com uso de sistemas adaptáveis ou através de uma menor hospitalização. Pode ser associada com diferentes técnicas e materiais, sendo que em abdome aberto, a técnica desenvolvida no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo se mostrou efetiva. Em casos de GF evita cisalhamento da região e possibilita o uso sem desvio fecal. No paciente pediátrico, é preciso se atentar às manifestações e o uso da TCPN, vem sendo muito aceito pela diminuição de anestésicos gerais.
Descrição
Palavras-chave
Terapia com Pressão Negativa, Fasceíte Necrosante, Tratamento
Citação
ABDALLA, Adriana Rodrigues. Uso da terapia com pressão negativa no tratamento de pacientes com fasceítes necrotizantes. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2024.
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