Análise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literatura

dc.contributor.authorKonno, Vanessa Azevedopt
dc.date.accessioned2026-06-24T12:42:26Zpt
dc.date.available2026-06-24T12:42:26Zpt
dc.date.issued2026pt
dc.description.abstractIntrodução: A incontinência urinária (IU) é uma condição de alta prevalência entre mulheres, afetando entre 15% a 55% desta população, e está frequentemente associada a disfunções do assoalho pélvico. Embora o impacto da IU na qualidade de vida seja amplamente estudado, sua relação com a função e a satisfação sexual feminina ainda é negligenciada na literatura e na prática clínica. Objetivo: Analisar comparativamente a função e a satisfação sexual de mulheres continentes e incontinentes com base na literatura científica, identificando as diferenças entre os grupos, os fatores associados e os principais recursos fisioterapêuticos descritos para o manejo das disfunções sexuais relacionadas à IU. Metodologia: Revisão integrativa da literatura baseada na metodologia Cochrane e na diretriz PRISMA, com busca sistemática nas bases BVS, PubMed, SciELO e PEDro, entre janeiro e março de 2026. Foram incluídos 13 ensaios clínicos randomizados e controlados, publicados entre 2021 e 2026, em português, inglês e espanhol. Resultados: Apenas um estudo comparou diretamente mulheres continentes e incontinentes, revelando que 53% das incontinentes haviam abandonado a vida sexual, contra 29,2% das continentes. As incontinentes sexualmente ativas apresentaram piores escores em desejo, conforto, harmonia com o parceiro e satisfação. Os demais estudos, embora não incluíssem grupo controle continente, demonstraram que o Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico (TMAP) melhora significativamente múltiplos domínios da função sexual, como desejo, excitação, lubrificação, orgasmo e redução da dor. Recursos complementares como biofeedback, esferas vaginais, radiofrequência microablativa, laser de CO₂, estimulação elétrica neuromuscular externa, estimulação percutânea do nervo tibial e telerreabilitação também mostraram resultados promissores. Conclusão: Mulheres incontinentes apresentam pior função e satisfação sexual quando comparadas a mulheres continentes, com a IU atuando como fator de risco independente para disfunção sexual. A fisioterapia pélvica, por meio de um arsenal diversificado de recursos com o TMAP como base, configura-se como intervenção eficaz e não invasiva para restaurar a saúde sexual. Evidencia-se a necessidade de estudos comparativos diretos que coloquem a sexualidade feminina como desfecho primáriopt
dc.identifier.citationKONNO, Vanessa Azevedo. Análise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literatura. Orientadora: Juliana Sader dos Santos Vanzella. 2026. 38 f. Trabalho de Conclusão de Curso. (Bacharelado em Fisioterapia) — Universidade Santo Amaro. São Paulo, 2026.pt
dc.identifier.urihttp://dspace.unisa.br/handle/123456789/3417pt
dc.language.isoptpt
dc.publisherUNISApt
dc.subjectFunção Sexualpt
dc.subjectSatisfação Sexualpt
dc.subjectSexualidadept
dc.subjectIncontinência Urináriapt
dc.subjectMulherespt
dc.subjectFisioterapiapt
dc.titleAnálise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literaturapt
dc.typeTCCpt
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