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Avaliação de diferentes protocolos anestésicos para prevenção do estresse e desconforto doloroso associados à eletroejaculação em caprinos

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dc.contributor.author Gelio, Leonardo Almeida
dc.date.accessioned 2021-06-03T13:25:16Z
dc.date.available 2021-06-03T13:25:16Z
dc.date.issued 2020-12
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/610
dc.description.abstract A eletroejaculação (EE) corresponde a uma técnica que permite a coleta de sêmen de animais domésticos e selvagens, de forma independente à libido ou período de acasalamento de cada espécie. No entanto, o procedimento de EE provoca intensa contração muscular involuntária, esforço, vocalização e decúbito ocasionado pela estimulação aguda da inervação pélvica caudal, manifestações que representam importantes indicadores de desconforto doloroso e estresse animal. Nesse contexto, o objetivo do estudo foi avaliar dois protocolos de bloqueio anestésico local e duas vias de acesso à inervação da região pélvica como alternativas para redução do desconforto e estresse durante a eletrojeculação de caprinos. Para o estudo foram selecionados 7 reprodutores mestiços da raça Anglo-Nubiano. Todos os animais passaram por 5 grupos experimentais para coleta de sêmen: G1 (grupo controle), eletroejaculação convencional sem bloqueio anestésico local; G2, EE com bloqueio ventral da inervação pélvica utilizando cloridrato de lidocaína 2%; G3, eletroejaculação com bloqueio ventral da inervação pélvica, utilizando associação de cloridrato de lidocaína 2% e citrato de fentanila; G4, eletroejaculação com bloqueio da inervação pélvica através do acesso perineal, utilizando lidocaína 2%; G5, EE com bloqueio da inervação pélvica através do acesso perineal, utilizando associação de lidocaína 2% e citrato de fentanila. Todos os reprodutores passaram pelos 5 tratamentos e com 3 repetições para cada grupo experimental. As amostras espermáticas resultantes da eletroejaculação foram submetidas à análise subjetiva de cinética, morfologia e integridade de membrana plasmática. Antes e após a EE foram avaliadas a pressão arterial, frequência cardíaca (FC), respiratória (FR), além da coleta de amostras de sangue venoso para a quantificação dos níveis de cortisol plasmático e creatinina fosfoquinase (CPK). Como parâmetros comportamentais foi observada a ocorrência de ataxia, vocalização e alteração postural de todos animais após a eletroejaculação. Não foram observadas diferenças (P<0,05) para nenhum dos parâmetros de qualidade seminal, ataxia, vocalização, FC e para as concentrações de cortisol quando comparados os diferentes grupos experimentais. Foi necessário menor número de estímulos elétricos para resultar na ejaculação dos animais do G1, que apresentaram menor concentração de CPK plasmático em relação aos grupos tratados. No entanto, maiores valores para a pressão arterial média e diastólica foram associados a pacientes que não receberam bloqueio anestésico previamente à EE. Conclui-se que os bloqueios anestésicos da região pélvica utilizando cloridrato de lidocaína associado ou não ao citrato de fentanila não permitem redução expressiva da dor e desconforto associados à eletroejaculação de caprinos, resultando no aumento do tempo para obtenção dos ejaculados e do número médio de estímulos elétricos necessários para o desencadeamento do processo ejaculatório na espécie. pt_BR
dc.subject Bloqueio anestésico, caprino, eletroejaculação, membrana plasmática pt_BR
dc.title Avaliação de diferentes protocolos anestésicos para prevenção do estresse e desconforto doloroso associados à eletroejaculação em caprinos pt_BR
dc.type Working Paper pt_BR


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