Análise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literatura
Análise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literatura
Data
2026
Autores
Konno, Vanessa Azevedo
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
UNISA
Resumo
Introdução: A incontinência urinária (IU) é uma condição de alta prevalência entre
mulheres, afetando entre 15% a 55% desta população, e está frequentemente
associada a disfunções do assoalho pélvico. Embora o impacto da IU na qualidade
de vida seja amplamente estudado, sua relação com a função e a satisfação sexual
feminina ainda é negligenciada na literatura e na prática clínica. Objetivo: Analisar
comparativamente a função e a satisfação sexual de mulheres continentes e
incontinentes com base na literatura científica, identificando as diferenças entre os
grupos, os fatores associados e os principais recursos fisioterapêuticos descritos
para o manejo das disfunções sexuais relacionadas à IU. Metodologia: Revisão
integrativa da literatura baseada na metodologia Cochrane e na diretriz PRISMA,
com busca sistemática nas bases BVS, PubMed, SciELO e PEDro, entre janeiro e
março de 2026. Foram incluídos 13 ensaios clínicos randomizados e controlados,
publicados entre 2021 e 2026, em português, inglês e espanhol. Resultados:
Apenas um estudo comparou diretamente mulheres continentes e incontinentes,
revelando que 53% das incontinentes haviam abandonado a vida sexual, contra
29,2% das continentes. As incontinentes sexualmente ativas apresentaram piores
escores em desejo, conforto, harmonia com o parceiro e satisfação. Os demais
estudos, embora não incluíssem grupo controle continente, demonstraram que o
Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico (TMAP) melhora
significativamente múltiplos domínios da função sexual, como desejo, excitação,
lubrificação, orgasmo e redução da dor. Recursos complementares como
biofeedback, esferas vaginais, radiofrequência microablativa, laser de CO₂,
estimulação elétrica neuromuscular externa, estimulação percutânea do nervo tibial
e telerreabilitação também mostraram resultados promissores. Conclusão:
Mulheres incontinentes apresentam pior função e satisfação sexual quando
comparadas a mulheres continentes, com a IU atuando como fator de risco
independente para disfunção sexual. A fisioterapia pélvica, por meio de um arsenal
diversificado de recursos com o TMAP como base, configura-se como intervenção
eficaz e não invasiva para restaurar a saúde sexual. Evidencia-se a necessidade
de estudos comparativos diretos que coloquem a sexualidade feminina como
desfecho primário
Descrição
Palavras-chave
Função Sexual, Satisfação Sexual, Sexualidade, Incontinência Urinária, Mulheres, Fisioterapia
Citação
KONNO, Vanessa Azevedo. Análise comparativa da função e satisfação sexual em mulheres continentes e incontinentes: uma revisão integrativa da literatura. Orientadora: Juliana Sader dos Santos Vanzella. 2026. 38 f. Trabalho de Conclusão de Curso. (Bacharelado em Fisioterapia) — Universidade Santo Amaro. São Paulo, 2026.