Amor patológico: aspectos clínicos e neuropsíquicos

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Data
2025
Autores
Ianelli, Pietra Forcignano
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: O amor patológico é caracterizado pelo comportamento de prestar cuidados e atenção ao parceiro, de maneira repetitiva e desprovida de controle, em um relacionamento amoroso; este quadro é pouco estudado cientificamente, apesar de não ser raro e de gerar sofrimento significativo aos pacientes. Essa população necessita, por parte dos centros de tratamento especializados, de avaliação e abordagem terapêutica efetivas, as quais devem contemplar as características clínicas e de personalidade específicas dessa condição. Investigar e compreender os aspectos clínicos e neuropsíquicos do amor patológico, visando contribuir para uma melhor compreensão dessa condição e para o desenvolvimento de estratégias de diagnóstico e intervenção mais eficazes. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, realizada por meio de análises de artigos disponíveis em bancos de dados eletrônicos como Scielo, PubMed e Google Scholar sem limites no que diz respeito a data de publicação. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O amor patológico é comparável ao vício em drogas; estudos mostram que essas pessoas vivem isoladas, com histórico de distúrbios psiquiátricos e, muitas vezes, abuso de substâncias, estando mais propícias a comportamentos de risco. O fenômeno de rejeição romântica exacerba essa condição, levando a fases de protesto, raiva, melancolia e comportamentos destrutivos. Atualmente, o amor patológico não possui uma classificação oficial no DSM-5, mas é comparado a transtornos de dependência. Sem critérios diagnósticos padronizados, o tratamento desta condição foca em abordagens similares às de transtornos de dependência e obsessivos. Estudos indicam que a psicoterapia de grupo e o trabalho com padrões de apego inseguros podem ajudar a reduzir comportamentos possessivos e obsessivos associados ao amor patológico. CONCLUSÃO: O amor patológico representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para a prática clínica. A compreensão dos aspectos psicodinâmicos, sociais e culturais relacionados ao amor também se mostra essencial para uma intervenção eficaz. Elucida-se que a pesquisa científica nessa área deve ser incentivada para desenvolver instrumentos de avaliação mais precisos e protocolos de tratamento específicos para o amor patológico.
Descrição
Palavras-chave
Amor Patológico, Dependência, Comportamento Obsessivo, Neurobiologia
Citação
IANELLI, Pietra Forcignano. Amor patológico: aspectos clínicos e neuropsíquicos. Orientadora: Marta Ana Jezierski. 2025. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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