Violência infantil e a análise dos tipos de fraturas no diagnóstico pediátrico; uma revisão bibliográfica

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Data
2025
Autores
Debussulo, Luana de Oliveira
Nolasco, Isabela Shiozawa
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: A violência infantil é um grave problema de saúde pública, frequentemente ocorrendo no domicílio por familiares. Dentre os tipos de maus-tratos (negligência, abuso psicológico, sexual), o abuso físico apresenta desafios diagnósticos específicos. A justificativa deste estudo é a necessidade de auxiliar profissionais de saúde a diferenciar fraturas acidentais das não acidentais, que são um marcador chave do abuso físico. A identificação correta é vital para a proteção da criança. OBJETIVO:O objetivo geral é analisar os padrões de fraturas encontrados em casos de violência infantil, visando contribuir para a precisão do diagnóstico pediátrico. Os objetivos específicos são caracterizar os tipos de violência e relacioná-los com as lesões ósseas correspondentes. METODOLOGIA:Trata-se de uma revisão bibliográfica. A metodologia envolveu um levantamento de artigos científicos nas bases de dados PubMed, SciELO e Scopus, publicados em inglês e português entre 2000 e 2025. Os descritores utilizados para a busca foram "violência infantil", "fratura" e "maus tratos infantis". DISCUSSÃO:Os resultados indicam que o diagnóstico de abuso exige a correlação entre exames de imagem, exame físico e, crucialmente, a história clínica. Inconsistências na narrativa dos cuidadores ou explicações incompatíveis com o desenvolvimento da criança são achados centrais. Os padrões de fratura com maior especificidade para abuso são as Lesões Metafisárias Clássicas (CML) (como "em alça de balde" ou "de canto"), causadas por torção. Outros achados de alta especificidade incluem fraturas múltiplas em diferentes estágios de consolidação (indicando trauma repetido), fraturas de costelas posteriores (por compressão), e fraturas raras que exigem alta energia, como as da escápula, esterno e processo espinhoso. Fraturas de fêmur em crianças não deambulantes também são altamente suspeitas. CONCLUSÃO: A avaliação de fraturas pediátricas exige alta suspeição clínica para discernir lesões acidentais de maus-tratos. O diagnóstico é complexo, dependendo da identificação de padrões de fratura específicos (metafisárias, costelas posteriores) e da correlação com a história clínica, onde inconsistências são um sinal de alerta. Embora diagnósticos diferenciais (ex: osteogênese imperfeita) devam ser considerados, a identificação de abuso exige uma abordagem interdisciplinar e a notificação obrigatória às autoridades de proteção à infância para garantir a segurança da vítima.
Descrição
Palavras-chave
Violência Infantil, Fratura, Maus Tratos Infantis
Citação
DEBUSSULO, Luana de Oliveira; NOLASCO, Isabela Shiozawa. Violência infantil e a análise dos tipos de fraturas no diagnóstico pediátrico; uma revisão bibliográfica. Orientador: Eduardo de Oliveira Duque Estrada. 2025. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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