U=U na amamentação

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Data
2025
Autores
Takahashi, Gabriela Kariya
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: Com as recentes mudanças nas diretrizes, que deixaram de proibir a amamentação de mulheres com HIV, foi trazido a dúvida se o conceito U=U se aplica a via de amamentação ou apenas a sexual. Tal conceito permitiria que as mulheres com desejo possam amamentar e que as crianças recebessem todas as vantagens do leite materno. METODOLOGIA: Revisão sistemática baseada em buscas em diversas bases científicas, incluindo artigos originais de 2010–2025, com exclusão de estudos com mulheres com carga viral detectável. A seleção ocorreu por triagem de títulos, resumos e leitura completa. RESULTADO E DISCUSSÃO: A transmissão por células T CD4+ com DNA viral no leite materno já foi documentada mesmo com carga viral indetectável. Embora países de alta renda tenham aumentado a amamentação com alta supressão viral e monitoramento rigoroso, há grande variação nos protocolos e falhas relevantes no pós-parto. A adesão reduzida após o parto e o risco de rebote viral mostram que o U=U não se aplica com segurança à amamentação. Apesar da autonomia materna, permanecem riscos de transmissão, resistência medicamentosa e falta de diretrizes uniformes. CONCLUSÃO: O risco residual de transmissão persiste devido aos reservatórios celulares, à adesão irregular e à monitorização insuficiente. Em ambientes com acesso seguro à fórmula, não se justifica expor o lactente ao risco e à possível criação de resistência viral. Há necessidade de mais estudos, protocolos padronizados e preparo dos profissionais para orientar adequadamente a tomada de decisão conjunta.
Descrição
Palavras-chave
Amamentação, HIV, U=U, Transmissão
Citação
TAKAHASHI, Gabriela Kariya. U=U na amamentação. Orientador: Jorge Senise. 2025. 22 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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