Vitiligo e saúde mental: uma revisão crítica das correlações psicossociais e seus impactos

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Data
2025
Autores
Tamelini, Isabella Gonçalves
Yonekura, Luiza Lury
Nunes, Marina Mercadante
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: A ligação entre o corpo e a mente tem sido, um ponto central para a medicina, levando à necessidade de estudar as doenças que envolvem tanto aspectos fisiológicos quanto psicológicos. As psicodermatoses são doenças dermatológicas com origem em distúrbios psíquicos do paciente. Algumas condições dermatológicas, como o vitiligo pode ter causas subjacentes psicológicas que não são frequentemente reconhecidas nas consultas dermatológicas. O vitiligo é uma das psicodermatoses mais conhecidas, caracterizada pela perda de pigmentação na pele. Por ser uma doença com forte impacto emocional, muitas vezes não é tratado de forma integrada, o que torna imprescindível uma abordagem multiprofissional, considerando tanto os aspectos dermatológicos quanto os psicológicos do paciente. Apesar de haver estudos sobre a prevalência da doença e suas consequências físicas, a interação entre a psicologia e a dermatologia ainda é uma área pouco explorada. Esse estudo tem como objetivo preencher essa lacuna, ampliando a literatura sobre a correlação entre a saúde mental e o vitiligo e incentivando uma abordagem mais integrada entre os profissionais. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão integrativa para investigar a correlação entre o vitiligo e a saúde mental, analisando 20 artigos publicados entre 2023 e 2025. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O vitiligo impacta significativamente a qualidade de vida, frequentemente associado a desigualdades sociais e raciais. Pacientes não caucasianos apresentam maior comprometimento, embora busquem mais serviços de saúde. A doença está relacionada a alta prevalência de sintomas depressivos, especialmente em jovens e quando áreas visíveis estão afetadas, como mãos e rosto. O estresse psicológico e alterações no eixo hipotálamo hipófise-adrenal contribuem para a exacerbação da condição, reforçando a necessidade de abordagem multiprofissional. Além do impacto emocional, o vitiligo pode envolver comorbidades sistêmicas. Comparações com alopecia areata mostram maior sofrimento emocional nesta última, enquanto a avaliação objetiva do vitiligo indica que a repigmentação melhora a percepção de bem estar. Esses achados destacam a importância de integrar tratamento dermatológico e suporte psicológico para melhorar a qualidade de vida e o enfrentamento emocional dos pacientes. CONCLUSÃO: A correlação entre vitiligo e saúde mental revela uma relação bidirecional: fatores emocionais podem desencadear ou agravar a doença, enquanto as alterações na pele podem gerar forte impacto psicológico. O estresse emocional, traumas e dificuldade de lidar com a aparência podem contribuir para o surgimento ou piora das lesões. Por outro lado, o vitiligo pode provocar baixa autoestima, ansiedade, depressão e estigmatização social, comprometendo a qualidade de vida. Assim, o tratamento deve ser multidisciplinar, integrando abordagem dermatológica e psicológica, com acolhimento humanizado e suporte emocional. Estudos futuros são necessários para aprofundar essa relação e aprimorar condutas terapêuticas.
Descrição
Palavras-chave
Psicodermatoses, Saúde Mental, Vitiligo
Citação
TAMELINI, Isabella Gonçalves; YONEKURA, Luiza Lury; NUNES, Marina Mercadante. Vitiligo e saúde mental: uma revisão crítica das correlações psicossociais e seus impactos. Orientadora: Cláudia Polubriaginof. 2025. 17 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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