Ciências Biológicas

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    Diversidade e distribuição da ictiofauna no bioma Mata Atlântica
    (UNISA, 2025) Costa, Alice Cavalcante; Antonello, Jaqueline Alves de Lucena
    Este trabalho apresenta um panorama da diversidade de peixes do bioma Mata Atlântica, com base em levantamento bibliográfico. Reconhecida como um dos biomas mais ricos em biodiversidade e, simultaneamente, um dos mais ameaçados do planeta, a Mata Atlântica abriga uma ampla variedade de ambientes aquáticos que sustentam uma ictiofauna de água doce altamente diversa e marcada por elevados índices de endemismo. Apesar de sua relevância ecológica, persistem lacunas significativas no conhecimento sobre a diversidade e a distribuição das espécies, o que dificulta a formulação de políticas públicas mais eficazes para a conservação. Diante desse cenário, este estudo identificou as espécies de peixes descritas para esse bioma e mapeou sua ocorrência por estado, com base em registros bibliográficos de presença, localidades-tipo e áreas de distribuição. As informações foram associadas às bacias hidrográficas reconhecidas pela Agência Nacional de Águas (ANA), de modo a confirmar a inserção dos registros na área de abrangência do bioma, sendo posteriormente organizadas por unidades federativas. A partir desses dados, elaborou-se um catálogo atualizado da ictiofauna da Mata Atlântica, estruturado por ordem, família, espécie e localização geográfica, com o objetivo de subsidiar estratégias de conservação e manejo da biodiversidade neotropical. As análises realizadas em material bibliográfico e bases de dados permitiram identificar 462 espécies de peixes contra a estimativa de cerca de 1000 em trabalhos de levantamento geral de fauna, distribuídas em 32 gêneros dentro de 7 ordens, ao longo das principais bacias hidrográficas da Mata Atlântica. Comparado ao que se é conhecido para outros biomas neotropicais, ~2000 espécies na Amazônia, ~1000 espécies no Cerrado, ~250 espécies na Caatinga, ~250 espécies no Pantanal, ~250 espécies nos Pampas e ~1000 na Mata Atlântica, esses resultados reforçam a necessidade de estudos contínuos sobre sua fauna de peixes, bem como a relevância da Mata Atlântica como um dos principais centros de diversidade ictiofaunística do Neotrópico e evidenciam a importância de análises espaciais para a identificação de padrões ecológicos e de áreas prioritárias para ações conservacionistas.
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    Observação de líquens como bioindicadores de qualidade de ar em área urbana da região sul de São Paulo
    (UNISA, 2025) Silva, Douglas Cerqueira da
    O uso de liquens como bioindicador da qualidade do ar em estudos direcionados a poluição urbana vem aumentando de tempos em tempos. Visando esse segmento de monitoramento o seguinte trabalho relacionou as atividades antrópicas com espécies sensíveis ou resistentes a poluentes dispersos no ar. Estudo realizado com bases nas observações dos liquens em áreas diferentes na região urbana da zona sul de São Paulo juntamente com monitoramento de gases poluentes a partir do aparelho 6 x 1 detector, destaca espécie de líquen sensível como Cryptothecia Stirton e o líquen mais resistentes Canoparmelia texana. Foram comparados com Parâmetros traçados poluentes específicos de acordo com decretos estaduais de padrões de qualidade do ar e padrões nacionais estabelecidos pelo IBAMA, seguidos e comparados com estudos da companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). No presente estudo apontam poluentes específicos que indicam presença ou não de espécies de simbioentes liquenizados.
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    Impacto antrópico sobre as populações de toninhas (Pontoporia blainvillei Gervais & d'Orbigny, 1844) na costa catarinense
    (2025) Schlogel, Priscilla
    O trabalho analisou os dados gerados pelo Programa de Monitoramento de Praia da Bacia de Santos -PMP-BS, no período de 2016 a 2023 nos trechos 1, 2, 3, 4 e 5 da Bacia de Santos. Os trechos representam os esforços de monitoramento das praias do estado de Santa Catarina, desde o município de Laguna, ao sul do estado, até Itapoá, no extremo norte do estado. Analisa dados das mortes catalogadas ao longo de oito anos e as interações antrópicas evidentes mais frequentes que impactam a Toninha (Pontoporia blainvillei), e a coloca em risco de extinção. A interação com petrechos de pesca, caça, agressão e vandalismo são as mais frequentes, quando os sinais de interação antrópica ainda mantém evidências na carcaça do animal. Santa Catarina possui cinco portos em operação no estado e forte atividade pesqueira artesanal e industrial. Os dados mostram que onde há maior atividade pesqueira e portuária, a espécie sofre mais com o impacto antrópico. Parcela considerável dos indivíduos são coletados já em estado avançado de decomposição ou predação, inviabilizando causa mortis, o que pode indicar subnotificação do antropismo.
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    Levantamento de balanophoraceae e loranthaceae (santalales, pro parte) no núcleo curucutu, parque estadual Serra do Mar, São Paulo, SP, Brasil
    (2024) Ramos, Jaislla Mariane Mendes
    A ordem Santalales abrange aproximadamente 160 gêneros e cerca de 2.225 espécies, sendo notadamente caracterizada pelo hábito parasitário de suas espécies, que podem ser classificadas como holoparasitas ou hemiparasitas. Balanophoraceae possui distribuição pantropical, incluindo 17 gêneros e cerca de 50 espécies. Loranthaceae possui distribuição predominantemente pantropical, incluindo cerca de 70 gêneros e 800 espécies. Este estudo teve como objetivo realizar uma análise taxonômica das plantas das famílias Balanophoraceae e Loranthaceae (Santalales, pro parte) presentes no Núcleo Curucutu, Parque Estadual Serra do Mar. Para isso, foram utilizados materiais herborizados provenientes dos herbários PMSP, SP e UNISA. A análise do material foi realizada com o auxílio de um estereomicroscópio, permitindo uma observação detalhada, a elaboração de pranchas fotográficas e a criação de uma chave de identificação. Como resultado, foram identificadas duas espécies na área de estudo: Langsdorffia hypogaea Mart. e Struthanthus acuminatus (Ruiz & Pav.) Kuijt.
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    Caracterização e importância dos tatuzinhos-de-jardim (Oniscidea: Crustacea) mediante revisão bibliográfica
    (UNISA, 2023) Pires, Sara Regina
    Os isópodes terrestres estão atualmente distribuídos mundialmente por todos os seis continentes, habitando diversos ambientes como florestas, áreas agrícolas, regiões mais frias e até mesmo grandes cidades, ou seja, qualquer região com atividades biológicas diversas. Possuem uma variedade de espécies tanto endêmicas quanto introduzidas manualmente com o decorrer dos anos, são animais invertebrados que além de serem inofensivos, são de extrema importância para o equilíbrio e manutenção da decomposição de matéria orgânica em ambientes ecológicos, sendo excelentes ferramentas para o monitoramento ambiental, deste modo, as pesquisas em torno deste tema ocorreram em acervos, sites de pesquisa e plataformas acadêmicas com o intuito de divulgar os benefícios destes animais, para a alfabetização ambiental de crianças e adolescentes visando enfatizar a complexidade e detalhamento de um ecossistema, onde todos os seres vivos presentes são vitais para o equilíbrio sistêmico e ambiental que pode ser observado em diferentes tipos de vegetação, habitats, biomas e em áreas de intensa degradação, onde além da permanência de vegetação ocorre a ação de isópodes, bactérias, fungos, minhocas e outros invertebrados, ainda se tornam excelentes aliados do ponto de vista biológico já que os tatuzinhos-de-jardim podem representar a situação de um ambiente em estudo, atuando como bioindicador e potencializador da decomposição orgânica.