Mestrado em Saúde Única

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    Avaliação do luto em tutores de animais de estimação a partir da aplicação do Texas Revised Inventory of Grief (TRIG)
    (UNISA, 2025) Andrade, Verônica Ribeiro e
    Esta dissertação investiga a intensidade do luto por perda de animais de estimação, utilizando o Texas Revised Inventory of Grief (TRIG) adaptado ao contexto das famílias multiespécies. A pesquisa foi realizada com abordagem quantitativa e contou com 965 respostas. O estudo revelou que o luto prolongado foi o padrão predominante em 72,02% da amostra geral, com destaque para espécies como cães (68,49%), gatos (82,16%), aves (90,91%) e roedores (85,71%). Esses achados ressaltam a profundidade do vínculo emocional estabelecido entre humanos e animais, independentemente da espécie, e demonstram a relevância de reconhecer socialmente o luto por animais de estimação como uma experiência legítima e significativa. O estudo destaca a relevância de compreender o impacto emocional do vínculo humano-animal e a importância de intervenções psicológicas para apoiar os os indivíduos no processo de elaboração da perda. Embora apresente limitações, como a ausência de dados qualitativos, a pesquisa expande o debate sobre o luto por animais de estimação e promove uma abordagem mais humanizada e inclusiva das famílias multiespécies. Sua contribuição é significativa para o campo das ciências sociais e da saúde, ao oferecer uma perspectiva abrangente e inovadora sobre a complexidade do luto em diversos contextos.
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    Ocorrência e perfil da suscetibilidade a antimicrobianos de Staphylococcus spp. isolados de cães e gatos: participação de um laboratório comercial na vigilância da resistência bacteriana a antimicrobianos
    (UNISA, 2025) Gâino, Renata
    Testes laboratoriais de susceptibilidade, a vigilância integrada da resistência e a prescrição correta de antimicrobianos tornam-se indispensáveis para conter a disseminação de genes de resistência e bactérias resistentes, como o Staphylococcus spp., entre animais, humanos e o ambiente. O presente estudo teve como objetivo analisar dados de um laboratório comercial de Botucatu (SP) para avaliar a frequência e o perfil de resistência de Staphylococcus spp. isolados de cães e gatos entre 2019 e 2024. Foram analisados 246 laudos microbiológicos contendo resultados de cultivo, identificação bacteriana e testes de susceptibilidade, abrangendo 27 antimicrobianos de classes diversas. Dados demográficos e clínicos, como ano, sexo, tipo de amostra e espécie animal, foram extraídos e organizados em planilha. A análise estatística incluiu frequências absolutas e relativas com IC 95%, testes qui-quadrado ou exato de Fisher, adotando p<0,05 como significância. A distribuição temporal mostrou maior número de isolados nos anos de 2020 (23,6%) e 2024 (20,3%). A maioria das amostras foi proveniente de cães (80,1%), com predominância de amostras de pele ou ouvido (62,2%). O gênero Staphylococcus foi majoritariamente representado por S. aureus (73,2%). A resistência a pelo menos um antimicrobiano foi observada em 73,6% dos isolados, e 38,2% foram classificados como multidroga resistentes (MDR). Destes, pouco mais de 16% apresentaram resistência à cefoxitina, indicando possível presença de resistência a meticilina. Os resultados reforçam o papel dos laboratórios comerciais como fonte estratégica de dados para vigilância da resistência antimicrobiana. Esses serviços, especialmente em países de renda média, são fundamentais para identificar tendências, subsidiar práticas clínicas e fornecer suporte para políticas de controle. O predomínio de resistência a antimicrobianos críticos e de uso compartilhado entre humanos e animais levanta alertas importantes na perspectiva da Uma Só Saúde. A presença significativa de S. aureus MDR, com possível MRSA, evidencia riscos tanto para a medicina veterinária quanto para a saúde pública.
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    Detecção molecular de Bartonella spp. em canídeos e felídeos silvestres atropelados em rodovias do Estado de São Paulo, Brasil
    (UNISA, 2025) Brito, Paulo Roberto Monteiro de
    Rodovias têm diferentes influências dentro de um ecossistema, sendo responsáveis por impactos negativos no ambiente, dentre estes destaca-se a colisão de veículos com animais, que é uma das principais causas das mortes da fauna silvestre, ultrapassando até mesmo as mortes por caça ilegal. As bactérias do gênero Bartonella são gram-negativas, aeróbias, intracelulares facultativas e apresentam crescimento lento, necessitando de ambiente com condições específicas para desenvolvimento. Possuem a capacidade de infectar diversos hospedeiros homeotérmicos, como canídeos e felídeos domésticos e silvestres, inclusive o homem. No Brasil, os canídeos silvestres, são representados por cinco gêneros: Lycalopex, Cerdocyon, Atelocynus, Speothos e Chrysocyon, e seis espécies: cachorro–vinagre (Speothos venaticus), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), graxaim-do-campo (Lycalopex gymnocercus) e raposa-do-campo (Lycalopex vetulus). Os felídeos silvestres possuem quatro gêneros: Panthera, Puma, Herpailurus e Leopardus, com nove espécies: onça-pintada (Panthera onca), onça-parda (Puma concolor), jaguarundi (Herpailurus yagouaronudi), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato- maracajá (Leopardus wiedii), gato-macambira (Leopardus tigrinus), gato-do-mato- pequeno (Leopardus guttulus), gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi) e gato- palheiro (Leopardus colocolo). O objetivo desta pesquisa foi realizar a detecção molecular de Bartonella spp. em amostras de tecidos de canídeos e felídeos silvestres atropelados em rodovias do estado de São Paulo, Brasil. A área de estudo compreendeu três rodovias do estado de São Paulo (SP-225, SP-327 e SP-270) sob concessão da Concessionária Auto Raposo Tavares (CART). As amostras biológicas foram doadas pela empresa de Consultoria Ambiental VIA FAUNA. Foram colhidas amostras de tecido (baço, fígado, pulmão e sangue total) de 29 indivíduos, entre novembro de 2021 e setembro de 2024, sendo 22 canídeos e sete felídeos atropelados nas rodovias do estado de São Paulo. A extração de DNA das amostras de tecido foi realizada para posterior diagnóstico molecular, utilizando qPCR direcionada a um fragmento do gene ssrA. Todas as amostras de tecido testadas foram negativas. Os resultados desta pesquisa ampliaram o conhecimento sobre a infecção por Bartonella spp. em animais silvestres no Brasil, especialmente canídeos e felinos, espécies altamente impactadas pela ação humana e ameaçadas de extinção.
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    Avaliação diagnóstica da leptospirose aguda em felinos domésticos: uso combinado de técnicas sorológicas, moleculares e isolamento
    (UNISA, 2025) Silva, Marcio Muniz Barreto
    A leptospirose é uma zoonose bacteriana que acomete uma ampla diversidade de mamíferos. Apesar do número cada vez maior de estudos em populações felinas e do crescente reconhecimento da importância dos gatos na epidemiologia da leptospirose, pouco se sabe sobre a forma aguda da doença nessa espécie, que é considerada rara. Nesse contexto, a carência de informações sobre o quadro clínico tipicamente apresentado por gatos pode mascarar o reconhecimento da doença e, consequentemente, dificultar estimativas de incidência da doença nessa espécie. Deste modo, considerando os fatos citados acima, este estudo teve como objetivo identificar gatos com leptospirose aguda atendidos no HOVET UNISA-São Paulo, Brasil, por meio da realização de testes moleculares (PCR), sorológicos (MAT) e microbiológicos (cultura) em amostras de sangue, soro e urina de gatos. A partir da identificação de casos positivos, foi realizada análise descritiva das alterações clínico laboratoriais dos animais. Assim sendo, amostras de sangue foram coletadas entre abril de 2023 a novembro de 2024, de 76 gatos com quadros de azotemia (ureia e creatinina acima de 60mg/dL e 1,6g/dL, respectivamente) e/ou icterícia e/ou febre, na tentativa de estabelecer o diagnóstico definitivo de leptospirose. Gatos que apresentaram azotemia decorrente de quadro obstrutivo foram excluídos do estudo. As amostras foram destinadas à amplificação do gene 16S por meio da PCR. Amostras positivas foram submetidas a ensaio quantitativo em tempo real do gene lipl32 para confirmação dos resultados. Dos animais incluídos no estudo, foi possível amplificar DNA de leptospiras de 3,9 % (3/76), dos quais somente dois (Animal 1 e Animal 2) apresentaram amplificação de material genético no ensaio de qPCR. O Animal 1 tinha como queixa principal tosse e apetite seletivo. Após realização de exame físico e exames de imagem, foi constatado quadro de broncopneumonia. Já o Animal 2 apresentava como queixa principal quadro de disúria, polaquiúria e êmese. Na ultrassonografia apresentou espessamento de paredes de duodeno, jejuno e íleo, podendo estar associado a processo inflamatório com diferencial para infiltrado neoplásico. Os rins apresentavam perda moderada da definição corticomedular, cortical espessa e com ecogenicidade elevada em ambos os rins. Apesar de ambos os animais apresentarem discreta azotemia, nenhum deles manifestou febre ou icterícia, e nos dois casos, o quadro de leptospirose aguda não foi considerado como suspeita inicial. Os resultados demonstraram que a leptospirose aguda em gatos pode não causar sintomatologia tipicamente associada à infecção aguda como ocorre em outras espécies, notavelmente o cão. A falta de reconhecimento da doença em gatos pode levar à falsa percepção de que a leptospirose felina tem ocorrência esporádica ou de menor importância na clínica médica.
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    Avaliação do perfil de resistência em bactérias do trato respiratório de cães
    (UNISA, 2025) Carvalho, Lívia Camargo de
    A resistência antimicrobiana (RAM) representa um desafio global para a saúde pública e animal. Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil de resistência antimicrobiana de bactérias do grupo ESKAPE isoladas do trato respiratório de cães sintomáticos e assintomáticos atendidos em clínicas veterinárias no estado de São Paulo, destacando seu papel no contexto da Saúde Única. Foram coletadas amostras nasofaríngeas, orofaríngeas e oculares de 50 cães, das quais 28% apresentaram crescimento bacteriano. Entre os 18 isolados bacterianos identificados, 61,1% pertenciam ao grupo ESKAPE. Testes de suscetibilidade antimicrobiana revelaram que 54,5% dos isolados do grupo ESKAPE demonstraram resistência a pelo menos um antimicrobiano, com Serratia marcescens apresentando resistência a 10 antimicrobianos. Amoxicilina com ácido clavulânico foi o antimicrobiano com maior número de isolados resistentes. A análise molecular identificou genes de resistência em todos os isolados do grupo ESKAPE, com destaque para sul1, sul2, aac(6')-Ib e aph(3')-Ia, indicando resistência a sulfonamidas e aminoglicosídeos. A ausência de genes CTX-M relacionados à ESBL foi observada, enquanto oqxB foi o único gene associado à resistência a quinolonas identificado. Estes achados reforçam a importância do monitoramento da RAM em cães e sua integração na abordagem de Saúde Única, devido ao potencial impacto na saúde pública e animal.