Prevalência de padrões de fraturas ósseas pediátricas em um hospital público da zona sul de SP: uma análise comparativa com padrões de violência
Prevalência de padrões de fraturas ósseas pediátricas em um hospital público da zona sul de SP: uma análise comparativa com padrões de violência
Data
2025
Autores
Barbosa, Izabela Padua
Boito, Jéssica Cristina
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
UNISA
Resumo
Este trabalho aborda a pesquisa de prevalência de um padrão radiológico em
traumas ósseos em crianças de 0 a 3 anos atendidas em pronto-socorro, fazendo
com os dados uma análise comparativa dos resultados com o padrão de fraturas
encontradas em casos de violência. Sabe-se que a identificação precoce da
violência infantil é de suma importância no tratamento e prognóstico, principalmente
quando levado em consideração a faixa etária de estudo, uma vez que muitos
desses pacientes não são capazes de se comunicar de forma efetiva. Por isso, a
negligência desses casos acarreta na permanência dessas crianças com seus
agressores, expondo-as a mais riscos de traumas físicos, psicológicos e até mesmo
de óbito. Dessa forma, a análise da prevalência de fraturas ósseas na população
estudada e sua comparação com os padrões mais encontrados em casos de
violência possibilita a identificação do perfil dos atendimentos que ocorrem no
hospital, servindo de alerta para os profissionais de saúde que conseguiriam, por
sua vez, otimizar o atendimento, e assim, buscarem garantir a proteção dessas
crianças. O trabalho foi desenvolvido a partir de um estudo transversal retrospectivo,
com coleta de dados qualitativos no Hospital Geral do Grajaú no período de maio de
2019 à maio de 2024. Após a obtenção dos dados e determinação dos tipos de
fraturas, foi realizada uma análise comparativa entre o perfil de fraturas acidentais e
o de vítimas de violências, encontrados na literatura. Os dados obtidos durante a
pesquisa mostram prevalência de 55,1% de fraturas em meninos, em comparação a
44,9% em meninas, o que condiz com o indicado na literatura. Em relação à idade,
também estando de acordo com os estudos de Xiao et al. e Cintean et al., nossa
análise apontou maior prevalência na faixa etária de dois anos (38,42%). Por fim, os
membros superiores foram os mais afetados (58,06%), destacando fraturas
supracondilianas de úmero (14,08%), rádio distal (9,09%) e rádio e ulna (6,16%).
Em outras localidades, há fraturas de diáfise de fêmur (6,74%) nos membros inferiores, clavícula (14,66%) e falanges (10,56%). Já na análise temporal, 2020 foi
o ano de maior prevalência (24,6%), com distribuição entre os meses de difícil
análise sazonal, mas permitindo inferir o possível impacto que a pandemia pode ter
tido na incidência de fraturas de ambas as origens estudadas. No âmbito de
comparação com dados de fraturas associadas à violência infantil, não foram
encontradas no presente estudo tais ocorrências, sugerindo predominância de
causas acidentais nas fraturas atendidas. Foi identificado no estudo maior
prevalência de fraturas no sexo masculino, em crianças de dois anos e no ano de
2020, sem padrão sazonal claro. As fraturas mais comuns ocorreram em membros
superiores, especialmente supracondilianas de úmero e rádio distal, seguidas por
fraturas de diáfise de fêmur nos membros inferiores, além de clavículas e falanges.
Comparando com padrões de fraturas associadas a violência infantil, não foram
identificadas evidências sugestivas de fraturas dessa natureza.
Descrição
Palavras-chave
Prevalência, Radiografia, Violência Infantil, Fraturas Ósseas
Citação
BARBOSA, Izabela Padua; BOITO, Jéssica Cristina. Prevalência de padrões de fraturas ósseas pediátricas em um hospital público da zona sul de SP: uma análise comparativa com padrões de violência. Orientador: Fabio Anauate Nicolao. 2025. 27 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.