Análise comparativa acerca do perfil epidemiológico e do nível de conhecimento sobre sífilis adquirida entre estudantes de uma universidade privada da zona sul de São Paulo

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Data
2025
Autores
Oliveira, Bruna Garcia de
Zapaterra, Isabela Lucena
Fernandes, Julia do Carmo
Martinez, Júlia Martins Teixeira
Santos, Maria Júlia Souza Nóbrega dos
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: A Sífilis é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão principal ocorre através de relações sexuais desprotegidas, mas também da mãe para o feto durante a gestação (sífilis congênita). A principal medida de prevenção é o uso de preservativos e o diagnóstico exige correlação entre dados clínicos, testes rápidos e exames laboratoriais, histórico de infecções passadas e investigação de exposição recente. O tratamento é feito à base penicilina. Apesar do conhecimento sobre estas informações, as taxas de sífilis adquirida continuam aumentando significativamente nos últimos anos, sobretudo entre jovens e adultos, população predominante no ensino superior, o que evidencia a importância desta temática. OBJETIVO: Coletar e analisar dados epidemiológicos e de conhecimento sobre a doença entre alunos de uma instituição privada da zona sul de São Paulo, a fim de delinear um perfil mais assertivo dessa população, associando o ao processo saúde-doença da sífilis adquirida. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo tipo analítico observacional transversal, que foi realizado por meio de aplicação de questionário online via Google Forms, para estudantes da universidade em questão. Os dados foram analisados através de estatística descritiva, gráficos e tabelas. RESULTADO E DISCUSSÃO: O estudo teve um total de 309 respostas, das quais o curso de medicina (25,9%) representou a maioria da amostra. Ainda, o perfil majoritário encontrado foi de estudantes de 20-30 anos (60,5%), do sexo feminino (84,8%), cisgêneros (100%), cis-heterossexuais (78,3%) e com renda familiar mensal entre as faixas de R$ 1.500,00-3.500,00 (32,4%) e maior que R$ 6.000,00 (32,4%). Ademais, também foi possível observar que, dentre as pessoas que já testaram para a doença (n=104), o sexo feminino representou a maior parte da amostra (81,73%), assim como as que se declararam homossexuais (57,14%). Além disso, a maioria dos universitários apresentou conhecimentos básicos adequados sobre o agente etiológico (69,6%), sintomas iniciais (88,7%), transmissão (98,7%), prevenção (98,4%), diagnóstico (88,7%) e tratamento (66%) da sífilis, contudo, esses conhecimentos não foram suficientes para garantir uma prática sexual segura, visto que a maioria é sexualmente ativa (75,1%) e não faz uso de preservativo em todas as relações (63,4%). Por fim, notou-se a existência de uma relação direta entre renda e o tipo de serviço de saúde buscado, ou seja, quanto maior o poder aquisitivo, maior a tendência de procura pelos serviços privados. CONCLUSÃO: Apesar do nível de conhecimento dos voluntários se mostrar compatível com a escolaridade dos mesmos é evidente que o acesso à informação dentro do ambiente universitário não é suficiente para garantir uma prática sexual segura. Deste modo, não foi possível observar uma relação de influência positiva entre o conhecimento sobre sífilis e o comportamento sexual dos discentes. Logo, é imprescindível que mais estudos sobre a temática sejam conduzidos a fim de que falhas sejam identificadas, entendidas e corrigidas, de maneira a ampliar a discussão no ambiente universitário.
Descrição
Palavras-chave
Sífilis, Epidemiologia, Conhecimento, Atitudes e Práticas em Saúde, Estudante Universitário
Citação
OLIVEIRA, Bruna Garcia de [et al.]. Análise comparativa acerca do perfil epidemiológico e do nível de conhecimento sobre sífilis adquirida entre estudantes de uma universidade privada da zona sul de São Paulo. Orientadora: Cláudia Polubriaginof. 2025. 29 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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