Consequências metabólicas do uso da semaglutida para perda de peso em pacientes não diabéticos: revisão de literatura

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Data
2025
Autores
Miguel, Bruna Benaglia
Valdivia, Brunna
Santos, Júlia Bertachini
Lima, Pamella Ferreira
Vidotti, Vitória Nagy
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: Atualmente, a obesidade é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes da população. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, esta patologia atinge cerca de 700 milhões de adultos em todo o mundo. O seu tratamento envolve abordagens farmacológicas, cirúrgicas e comportamentais. Dentro desse cenário, observa-se o crescimento e expansão da semaglutida, medicamento que, a priori, foi destinado ao controle da diabetes tipo dois, mas tem sido cada vez mais estudado e aplicado em casos de obesidade de forma isolada em indivíduos não diabéticos. A semaglutida pertence aos medicamentos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1. Essa classe farmacológica simula a ação do hormônio natural GLP 1, liberado por células intestinais após ingestão alimentar, alterando a atividade das células das ilhotas pancreáticas e aumentando a produção de insulina. No entanto, o tratamento não é isento de riscos. Os estudos mais recentes trazem uma série de efeitos adversos ao uso da semaglutida em pacientes obesos não diabéticos, sendo necessária uma indicação clínica segura e um acompanhamento regular em seu uso. OBJETIVO: Elucidar as consequências metabólicas do uso da semaglutida para perda de peso em pacientes não diabéticos. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS e Scielo, abrangendo artigos publicados entre 2014 e 2025. Para a busca dos artigos, serão utilizados os seguintes descritores: “Obesidade”, “Tratamento”, “Riscos”, "Semaglutida” e " Efeitos Adversos". Serão incluídos na análise os artigos publicados gratuitamente na íntegra, nos idiomas Português, Inglês e Espanhol, que atendam aos descritores estabelecidos, que analisem resultados de pacientes em uso da semaglutida no tratamento da obesidade, que comparem seu uso de forma controlada-randomizada ou que comparem diferentes resultados sistematicamente. RESULTADOS: A semaglutida promove redução ponderal significativa em não diabéticos por modulação central de saciedade e menor ingestão calórica, com efeito anti-inflamatório associado. Observa-se alteração de composição corporal com queda de gordura e redução concomitante de massa magra. Benefícios clínicos incluem provável melhora de parâmetros cardiometabólicos; eventos adversos mais comuns são gastrointestinais e há tendência ao reganho ponderal após a suspensão, sobretudo sem acompanhamento. DISCUSSÃO: A efetividade na perda de peso é evidente, porém a redução de massa magra é um ponto crítico por impactar a taxa metabólica basal e funcionalidade. Assim, a semaglutida deve integrar um plano terapêutico crônico, multiprofissional, com prescrição nutricional e, sobretudo, treinamento de resistência para mitigar perda muscular. CONCLUSÃO: O uso contraindicado e sem acompanhamento, aumenta riscos e compromete a manutenção dos resultados. Em síntese, trata-se de ferramenta adjuvante, não solução autossuficiente, devendo ancorar-se em mudanças sustentáveis de estilo de vida.
Descrição
Palavras-chave
Obesidade, Tratamento, Riscos, Semaglutida, Efeitos Adversos
Citação
MIGUEL, Bruna Benaglia [et al.]. Consequências metabólicas do uso da semaglutida para perda de peso em pacientes não diabéticos: revisão de literatura. Orientador: Cláudio Zambotti. 2025. 30 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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