Panorama da mortalidade por melanoma cutâneo no Brasil: uma análise epidemiológica entre 2000 e 2023
Panorama da mortalidade por melanoma cutâneo no Brasil: uma análise epidemiológica entre 2000 e 2023
Data
2025
Autores
Romiti, Luísa Ribeiro
Título da Revista
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: O melanoma cutâneo é uma neoplasia maligna de linhagem melanocítica que
representa aproximadamente 90% dos óbitos por câncer de pele. A incidência global do
melanoma vem crescendo nas últimas décadas, sendo influenciada pela exposição solar,
envelhecimento populacional e mudanças comportamentais. No Brasil, sua letalidade é
significativa, reforçando a importância de analisar as características epidemiológicas ao longo
dos anos a fim de orientar ações de prevenção e diagnóstico precoce. O objetivo do presente
trabalho é descrever e analisar as tendências de mortalidade por melanoma cutâneo no Brasil
entre 2000 e 2023, segundo sexo, faixa etária e cor/raça. METODOLOGIA: Estudo ecológico,
descritivo e retrospectivo, baseado em dados brasileiros secundários do Instituto Nacional do
Câncer e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística entre 2000 e 2023. Foram incluídos
os óbitos por melanoma cutâneo, classificado sob o código C43 do CID-10. Tendências
temporais foram avaliadas por Joinpoint Regression, estratificadas por sexo, faixa etária e
cor/raça autodeclarada. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2000 e 2023, registrou-se um
total de 36.328 óbitos por melanoma cutâneo no país. A mortalidade apresentou crescimento
significativo entre os anos de 2000 e 2017, com variação percentual anual de 2,72%, seguido
de estabilização entre 2017 e 2023. A população branca concentrou a maior taxa de mortalidade
(13,45/1 milhão), representando 80,96% dos óbitos. Pardos e pretos apresentaram taxas de
mortalidade relativamente inferior, mas com crescimento significativo durante todo o período.
Entre os idosos, observou-se aumento progressivo da mortalidade, sobretudo acima dos 60
anos. Houve também redução expressiva de registros com raça/cor ignorada. CONCLUSÃO:
Os achados demonstram desigualdades relevantes segundo sexo, faixa etária e cor/raça, com
destaque para a vulnerabilidade de indivíduos do sexo masculino, acima dos 60 anos e brancos.
Apesar da estabilização recente, a mortalidade permanece elevada, indicando necessidade de
estratégias integradas de prevenção, rastreamento e acesso ao tratamento.
Descrição
Palavras-chave
Epidemiologia, Mortalidade, Brasil, Melanoma Cutâneo
Citação
ROMITI, Luísa Ribeiro. Panorama da mortalidade por melanoma cutâneo no Brasil: uma análise epidemiológica entre 2000 e 2023. Orientadora: Rossana Cantanhede Farias de Vasconcelos. 2025. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.