Papilomavírus Humano no contexto da imunodeficiência secundária devido transplante de órgãos sólidos: patogênese e associação com o câncer – revisão integrativa

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Data
2025
Autores
Lopes, Gabriel Vezzani
Martini, Maria Antonia Angelini
Maia, Rafael Bazoni Soares
Bolorino, Rebecca Lubiani
Silva, Victória Olenk Parra
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Editor
UNISA
Resumo
INTRODUÇÃO: O Papilomavírus Humano (HPV) é um agente viral com alta capacidade de gerar tumores especialmente em indivíduos imunocomprometidos, como os transplantados de órgãos sólidos. Este estudo tem como objetivo geral discutir a atual compreensão da patogênese do HPV e sua relação com o desenvolvimento de câncer em pacientes com imunossupressão secundária ao transplante de órgãos sólidos. Justifica-se pela alta frequência de realização de transplantes bem como a prevalência de infecção pelo vírus HPV no Brasil e os impactos da terapia imunossupressora, incluindo suas complicações tardias, como aumento de neoplasias associadas e o impacto na morbimortalidade desses pacientes. METODOLOGIA: O estudo foi desenvolvido por revisão integrativa da literatura, abrangendo artigos científicos publicados nas bases de dados PubMed e BVS entre os anos de 2014 e 2024. Foram selecionados 32 artigos com o recorte temático envolvendo os seguintes descritores: Pathogenesis. Cancer. Human Papillomavirus. Transplant recipientes. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O ciclo replicativo do HPV envolve interação entre vírus e célula através de microabrasões nas células epiteliais e a multiplicação viral que é estritamente dependente do ciclo celular. Para manter a células em ciclo, as oncoproteínas E6 e E7 são expressas contribuindo ativamente para o processo de carcinogênese pois inativam as proteínas supressoras de tumor p53 e pRb. Essa inativação promove a imortalização celular, instabilidade genômica e transformação maligna. Em indivíduos imunocompetentes, esse processo pode ser sanado pelas células do sistema imune. No entanto, em pacientes transplantados ocorre a redução da vigilância imunológica e favorece a persistência da infecção e aumenta o risco de transformação maligna. Os principais cânceres associados ao HPV nesta população incluem câncer de pele não melanoma, anogenital e orofaríngeo. Estudos indicam que a incidência dessas neoplasias é de dois a cinco vezes maior do que na população geral, sendo agravado pela duração da terapia imunossupressora. Diante desse cenário, destaca-se a importância de uma abordagem multidisciplinar, que deve incluir a vacinação profilática antes do transplante, bem como a monitorização contínua por meio de protocolos específicos para identificação e tratamento precoce de lesões pré-malignas. CONCLUSÃO: O conhecimento aprofundado sobre a patogênese do HPV em pacientes transplantados é fundamental para a definição de estratégias eficazes de prevenção e manejo clínico. Este trabalho contribui para compreensão da relação entre imunossupressão e o processo de oncogênese associado ao HPV, ressaltando a importância de protocolos específicos voltados a essa população. Tais medidas têm o potencial de reduzir a morbimortalidade e de favorecer a qualidade de vida dos pacientes transplantados.
Descrição
Palavras-chave
Patogênese, Câncer, Papilomavírus Humano, Receptores de Transplante
Citação
LOPES, Gabriel Vezzani [et al.]. Papilomavírus Humano no contexto da imunodeficiência secundária devido transplante de órgãos sólidos: patogênese e associação com o câncer – revisão integrativa. Orientador: Jorge Figueiredo Senise. 2025. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina) - Universidade Santo Amaro, São Paulo, 2025.
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