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A qualidade de vida de dependentes químicos sob a ótica da previdência: sobriedade da reabilitação

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dc.contributor.author Augusto Linzmeyer, Guilherme
dc.date.accessioned 2020-10-15T13:45:54Z
dc.date.available 2020-10-15T13:45:54Z
dc.date.issued 2019-11
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/123456789/513
dc.description.abstract Introdução: As Políticas Públicas sobre álcool e outras drogas se mostram um desafio para os trabalhadores da área da saúde. Entre as lacunas observadas na literatura, verifica-se a necessidade de uma compreensão dos métodos de reinserção social e laboral dos indivíduos, bem como da sua reabilitação ao convívio da vida autônoma. Objetivo: Verificar a qualidade de vida sob a ótica da reabilitação e o perfil sociodemográfico de usuários de álcool e outras drogas do CAPS-AD da Prefeitura Municipal de Embu das Artes-SP. Métodos: Estudo observacional descritivo de corte transversal, no qual foram avaliados 42 dependentes químicos em reabilitação, 32 homens e 10 mulheres, com idade média de 40,3 anos para os homens e 37,5 anos para as mulheres. Os participantes foram divididos em três grupos: Grupo I (dependentes químicos sem atividade laboral e sem percepção de benefício previdenciário, n=17; Grupo II (dependentes químicos em percepção de benefício auxílio-doença e afastados laboral, n=17 e Grupo III (dependentes químicos sem benefício previdenciário e com atividade laboral e reintegrados, n=8). Os participantes responderam um questionário semi-estruturado sobre questões sócio-demográficas e de empregabilidade ou auxílio-doença. Em seguida, foi aplicado o questionário “Medical Outco-mes Study 36 itens” (SF-36), para uma avaliação geral da qualidade de vida dos participantes. Resultados: Durante o período entre junho e agosto de 2018, 40% dos entrevistados encontravam-se afastados das atividades laborais e em gozo de benefício previdenciário e o tempo médio de uso de drogas dos indivíduos entrevistados era de 22,8 anos sendo que 19% apresentavam-se abstinentes há mais de 6 meses. Constatou-se também que apenas 31% apresentavam companheiro e 49 % possuiam renda familiar de até dois salários mínimos. A qualidade de vida (SF-36) não apresentou diferença estatística entre os grupos avaliados, porém o desempenho percentual dos domínios quando comparados intra-grupos mostraram que os dependentes químicos desempregados apresentaram maior prejuízo nos aspectos emocionais, enquanto que no grupo de afastados as limitações físicas e os aspectos sociais foram os mais prejudicados. A questão abstinência foi mais relevante no grupo dos desempregados, em que 88% da amostra compunha abstinentes há menos de 6 meses. Os indivíduos declaram-se na grande maioria (69%) sem companheiro em relação ao estavo marital. Os indivíduos com auxíliodoença por uso de substâncias apresentavam-se 47% abstinentes há menos de 6 meses, em contrapartida 37,5 % dos empregados apresentavam-se abstinentes há mais de 6 meses. Conclusão: O benefício, seja ele previdenciário ou salarial, obtido pelo labor, mostrou-se um fator protetor neste estudo, por estar relacionado aos melhores índices de capacidade funcional do SF36, percepção geral de saúde e saúde mental mas sem mudanças no escore total da qualidade de vida. pt_BR
dc.subject Qualidade de vida pt_BR
dc.subject Gênero pt_BR
dc.subject Reabilitação pt_BR
dc.subject Previdência social pt_BR
dc.title A qualidade de vida de dependentes químicos sob a ótica da previdência: sobriedade da reabilitação pt_BR
dc.type Working Paper pt_BR


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