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Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais

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dc.contributor.author Regina Figura da Silva, Bruna
dc.date.issued 2019
dc.description.abstract As hemoparasitoses caninas são doenças transmitidas por artrópodes hematófagos e causadas por uma grande variedade de agentes. A espécie Anaplasma platys corresponde a parasitas intracelulares obrigatórias de plaquetas, principalmente em cães, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de um quadro clínico denominado trombocitopenia cíclica canina. A babesiose canina é uma doença transmitida por carrapatos, causada por hematozoários do gênero Babesia, no qual a B. canis vogeli é a mais prevalente no Brasil. A erliquiose monocítica canina (EMC) no Brasil vem apresentando casuística crescente em hospitais e clínicas veterinárias, sendo considerada por muitos como uma das mais importantes doenças transmissíveis na clínica de pequenos animais. Outra enfermidade, pouco relatada, é a Hepatozoonose canina, causada pela ingestão do vetor infectado com o protozoário que atinge monócitos e neutrófilos do cão, levando à doenças com severidade variáveis. A Micoplasmose Canina é uma enfermidade pouco relatada, causada por bactérias que afetam os eritrócitos e que pode ser fatal em animais imunossuprimidos, esplenectomizados ou que apresentam co-infecções. Outra hemoparasitose importante em cães é a rangeliose ou nambyuvú (orelha que sangra), também conhecida como febre amarela dos cães ou peste do sangue, causada pela infecção por Rangelia vitalii. R. rickettsii é considerada a espécie mais patogênica entre as Rickettsias. A doença causada por essa bactéria é chamada de Febre maculosa das Montanhas Rochosas (RMSF) devido ao primeiro relatado ter ocorrido na região das Montanhas Rochosas nos EUA. No Brasil, é também conhecida como Febre Maculosa Brasileira e os carrapatos do gênero Amblyomma são os vetores. O objetivo desse trabalho foi avaliar a ocorrência de hemoparasitos em cães apresentando trombocitopenia, assim como relacionar com manifestações clínicas e alterações laboratoriais. Foram selecionadas 115 amostras de cães trombocitopênicos atendidos em Hospital Veterinário particular da zona norte de São Paulo/SP, sendo processadas por PCR em tempo real. 43 amostras foram positivos para ao menos um patógeno: Hepatozoon spp. (11,3%), E. canis (6,08%), B. canis vogeli (6,08%) e A. platys (0,86%). Coinfecções também foram detectadas: B. canis vogeli e Hepatozoon spp. (7,82%); E. canis e Hepatozoon spp. (1,62%); A. platys, B. canis vogeli, E. canis e Hepatozoon spp. (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e Mycoplasma spp (0,86%); B. canis vogeli, Hepatozoon spp. e R. vitalii (1,62%). As manifestações clínicas apresentadas foram sinais gastrointestinais, apatia, mucosas hipocoradas, hipertermia, perda de peso, sinais neurológicos, hematúria, alterações locomotoras, respiratórias, desidratação, linfadenopatias, hemorragias, icterícia, epistaxe e óbito. Em relação ao hematócrito, 33 apresentaram anemia, sendo 12 classificadas como leve; 16 (14,15%) moderadas; 3 (2,65%) severas e 2 (1,76%) muito severas. Das 115 amostras, onze (9,64%) apresentaram leucopenia, enquanto que em 31 amostras (27,43%) observou-se leucocitose. Houve diferença estatística entre os valores de hipertermia, icterícia, linfadenopatias, sinais locomotores e epist pt_BR
dc.subject Cão pt_BR
dc.subject Parasita pt_BR
dc.subject Trombocitopenia pt_BR
dc.title Detecção molecular de hemoparasitos em cães com trombocitopenia provenientes da zona norte de São Paulo: manifestações clínicas e alterações laboratoriais pt_BR


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